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A Procuradoria Geral da República (PGR), em nota, negou que tenha negociado a prisão do empresário Eike Batista nos Estados Unidos. Segundo a nota, a PGR afirma que já tinha pronto um pedido de prisão preventiva para ser convertido em mandado de prisão provisória nos Estados Unidos. Tal pedido deveria tramitar pela via diplomática, e não pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI/MJ).

Eike Batista foi preso hoje ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão às 9h54min, seguindo para Instituto Médico Legal (IML) onde foi submetido ao exame de corpo de delito. Ele permaneceu no local por cerca de meia hora, de onde saiu às 11h, em direção ao presídio Ari Franco.

Eike Batista, é acusado, segundo as investigações da operação Eficiência, de dar US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Ao desembarcar, o empresário declarou estar à disposição da Justiça: “Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever”. Eike destacou que este é o momento de “passar as coisas a limpo”.

Eike negou que tenha cogitado fugir para a Alemanha (por conta de também ter cidadania alemã, o que evitaria uma deportação ao Brasil) e disse que viajou a Nova York a trabalho. Os advogados do empresário tentaram negociar a ida dele para um presídio especial mas não tiveram êxito, uma vez que ele não dispõe de curso superior.

Após a triagem no Ary Franco, o empresário foi para a Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo seria a falta de segurança na penitenciária, segundo o Jornal Hoje. Por não ter nível superior, Eike não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato.

O Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até seis presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de “faxina”.

Fonte: G1