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As praias da Região Nordeste tem apresentado misteriosas manchas escuras e oleosas no litoral e chama atenção de órgãos e associações de proteção ambiental. No Ceará, a substância foi flagrada em pelo menos dez praias, com relatos de difícil remoção após contato com outras superfícies. O caso tem preocupado biólogos e especialistas que estão apreensivos quanto à próxima temporada de desova de tartarugas no Estado, que deve começar já no mês de outubro.

O problema afeta tanto os animais que ainda estão para nascer quantos os que estão vivos. Desde o início de setembro, o Grupo de Estudos e Articulações Sobre Tartarugas Marinhas (GTAR), do Instituto Verdeluz, somou cinco tartarugas ‘oleadas’ na orla duas em Fortaleza (Sabiaguaba e Serviluz) e outras em Flecheiras, Taíba e Jericoacoara. Quatro estavam mortas. Outra foi limpa e devolvida ao mar por moradores. Um erro, conforme a bióloga.

Para remediar a situação, uma rede foi montada para acolher os animais exclusivamente afetados pelo óleo, após reunião na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), na manhã dessa quarta (25). A ONG Aquasis, que possui estrutura para atendimento, limpeza e estabilização de animais marinhos e aves, poderá se deslocar às praias do Litoral Leste. Para Fortaleza, Região Metropolitana e Litoral Oeste, contará com apoio logístico da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

Um helicóptero e dois drones da autarquia estadual também serão utilizados para examinar a extensão das manchas oleosas nos 20 municípios que integram o litoral cearense, ainda nesta semana. “O helicóptero será utilizado para identificar se há dispersão no mar”, explica Carlos Alberto Mendes, superintendente da Semace.

 

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