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A movimentação econômica gerada pelos pagamentos do FGTS e 13º salário tem aquecido a economia cearense e o comércio já vê os efeitos dessa injeção financeira. O Presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio), Maurício Filizola, em entrevista aos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, analisou o cenário econômico atual do estado e mostrou otimismo para o futuro da economia cearense.

Dando início ao Bate Papo Político do Jornal Alerta Geral, desta sexta-feira (20), Luzenor questiona se o comércio cearense tem motivos para comemorar nesta reta final do ano de 2019. Respondendo à indagação do jornalista, o presidente da Fecomércio diz que este foi um ano de ajustes, onde o comércio vem crescendo ainda de forma tímida.

“O que esperamos realmente, é um natal com um percentual, comparado a 2018, pelo menos em Fortaleza e na região metropolitana, com um crescimento em torno de 4%. Esperamos que essa movimentação chegue em torno de R$ 320 milhões com a compra de presentes”, afirma Maurício, baseado em uma pesquisa do sistema Fecomércio.

Beto pergunta se o pagamento da 2ª parcela do 13º salário, realizada até o dia 20 desde mês, tem impacto no volume de vendas natalinas. O presidente aponta que a pesquisa também indica que neste período do ano os consumidores costumam realizar as compras nos finais de semana, sendo, possivelmente, o final de semana que antecede ao natal o que terá maior movimento no comércio.

Maurício mostra otimismo em relação a movimentação financeira no estado. O presidente afirma que a pesquisa realizada pela Fecomércio tem também o objetivo de entender melhor o perfil do consumidor e assim ajudar o empresário a dar um melhor direcionamento em seus produtos e ofertas, sendo este o principal propósito da Federação, “nortear o mercado para que realmente aja esta circulação (de recursos)[…] essa circulação é que faz realmente o mercado alcançar bons números”, aponta Filizola.

Com as festas de final de ano o comércio costumeiramente aumenta o volume de empregados, e com isso surgem vagas temporárias em muitas empresas neste período. Diante disso, Beto pergunta quais são as perspectivas de contratação dessa mão de obra temporária neste ano. Filizona indica que de forma geral, o Brasil tem demonstrado uma recuperação na oferta de trabalho, mas que o nordeste demonstra dificuldades para alcançar essa recuperação de forma mais substancial.

“O que nós observamos é que estas datas, elas aquecem e muitas vezes esse empregado que é contratado por experiência ou por uma vaga temporária, ele pode sim, dependendo da sua capacitação, tornar esse emprego permanente”, diz Maurício.

Para o próximo ano, Maurício destaca que o cenário é otimista, mesmo com a lenta recuperação da economia, o presidente ressalta que o ambiente empresarial apresenta equilíbrio com taxas de juros baixas e apoio dos bancos à investimentos com crédito diferenciado.

“Essa contingência desse equilíbrio vem para o mercado e traz um otimismo para o empresário. Esse otimismo vem acontecendo e a gente já vê uma movimentação na criação e na ampliação das empresas […] O que eu estou vendo é, olhando para frente, um otimismo empresarial e também dos clientes”, declara o presidente da Fecomércio.

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