O valor da produção da pecuária e da aquicultura no Ceará chegou a R$ 7,3 bilhões em 2025, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior.
Os produtos de origem animal, como leite de vaca, ovos de galinha e codorna e mel, somaram R$ 5,1 bilhões, alta de 3,7% em relação a 2024. Já a aquicultura movimentou R$ 2,2 bilhões, crescimento de 14,8% no período.
Rebanho bovino atinge recorde
O efetivo bovino do Ceará chegou a 2,9 milhões de cabeças em 2025, o maior número da série histórica da pesquisa.
Morada Nova continua na liderança entre os municípios cearenses, com um rebanho estimado em 102 mil cabeças, equivalente a 3,4% do total estadual. Na sequência aparecem Quixeramobim, Iguatu, Acopiara e Jaguaribe.
| Município | Vacas ordenhadas (cabeças) |
|---|---|
| Morada Nova | 41.818 |
| Quixeramobim | 31.580 |
| Acopiara | 30.074 |
| Iguatu | 27.445 |
| Jaguaribe | 21.980 |
Juntos, os cinco municípios concentram 422,6 mil bovinos, o equivalente a 14,1% do rebanho cearense.
Além do crescimento do rebanho, o Ceará registrou, em 2025, recordes no abate de bovinos, suínos e frangos, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE.
Produção de leite cresce 7%
A produção de leite também apresentou crescimento no Ceará. Em 2025, o estado produziu 1,3 bilhão de litros, alta de 7% em comparação com os 1,2 bilhão de litros registrados em 2024.
O valor da produção chegou a R$ 3 bilhões, colocando o Ceará na 8ª posição nacional e na 2ª colocação do Nordeste, atrás de Pernambuco.
Entre os municípios, Morada Nova liderou a produção, com 117,3 milhões de litros, seguido por Quixeramobim, com 80,1 milhões, e Iguatu, com 59 milhões de litros.
Vacas ordenhadas no Ceará — 2025
O número de vacas ordenhadas também aumentou. Foram contabilizadas 757 mil cabeças, crescimento de 3,4% em relação às 732,1 mil registradas em 2024. O Ceará ficou em 2º lugar no Nordeste, atrás da Bahia, e em 8º no país.
Número de galináceos e galinhas diminui
O Ceará encerrou 2025 com 36,4 milhões de galináceos, queda de 4% em relação ao ano anterior, o equivalente a 1,5 milhão de animais a menos.
Entre as galinhas, o efetivo caiu 13,2%, passando de 16,2 milhões para 14,1 milhões de cabeças.
Mesmo com a redução, o Ceará manteve a 2ª maior criação de galinhas do Nordeste, atrás de Pernambuco, e ficou na 10ª posição entre os estados brasileiros.
Beberibe, com 1,6 milhão de cabeças, liderou o ranking estadual, seguido por Cascavel, com 1,5 milhão; Aquiraz, com 1,2 milhão; e Horizonte, com 1,1 milhão.
Ceará está entre os principais produtores de caprinos e ovinos
O rebanho de caprinos do Ceará caiu 2,4% em 2025, chegando a 1,1 milhão de animais. Já o número de ovinos apresentou uma redução de 0,1%, totalizando 2,6 milhões de cabeças.
O estado ficou na 4ª posição nacional nos efetivos de caprinos e ovinos. A Bahia liderou os dois segmentos, com 4,7 milhões de caprinos e 6 milhões de ovinos.
Tauá apresentou os maiores rebanhos do Ceará, com 99,7 mil caprinos e 234 mil ovinos. Em seguida aparecem Independência e Aiuaba.
Produção de ovos de galinha recua
A produção de ovos de galinha no Ceará também caiu em 2025. Foram produzidas 278,8 milhões de dúzias, redução de 4,8% em relação ao ano anterior.
O estado ficou na 2ª posição do Nordeste. A produção contabilizada pelo IBGE considera tanto ovos destinados ao consumo quanto à incubação.
Beberibe liderou entre os municípios, com 60,6 milhões de dúzias, seguido por Cascavel, com 36,1 milhões, e Horizonte, com 31,7 milhões.
Já a produção de ovos de codorna apresentou crescimento. O Ceará produziu 17,6 milhões de dúzias, alta de 7,7% em relação a 2024. O estado ficou em 6º lugar no Brasil e em 2º no Nordeste.
Cascavel foi o principal produtor, com 14,1 milhões de dúzias, seguido por Aquiraz, com 1,9 milhão, e Horizonte, com 1,4 milhão.
Produção de mel cai 11,9%
A produção de mel no Ceará apresentou queda de 11,9% em 2025, totalizando 5,2 milhões de quilos.
Mesmo com a redução, o estado ficou na 2ª posição do Nordeste, atrás do Piauí, que produziu 8,5 milhões de quilos.
Santana do Cariri liderou a produção estadual, com 780,2 mil quilos, seguido por Crateús, com 350 mil quilos, e Novo Oriente, com 327,5 mil quilos.
Camarão atinge recorde histórico
Na aquicultura, a produção de peixes chegou a 16,2 mil toneladas em 2025, crescimento de 11,6%. O valor da produção foi estimado em R$ 178,2 milhões, alta de 10% em relação a 2024.
A tilápia continuou como principal espécie produzida no Ceará, representando 99,7% da produção de peixes. O município de Jaguaribara respondeu por 59,4% desse total, com 9,6 mil toneladas.
O destaque, porém, ficou com a produção de camarão. O Ceará alcançou 91,9 mil toneladas de camarão cultivado, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
O valor da produção chegou a R$ 1,9 bilhão, alta de 15,5%, e representa o maior volume da série histórica. Segundo o IBGE, a produção de camarão vem crescendo de forma contínua há oito anos.
Aracati liderou a produção estadual, com 21,3 mil toneladas, seguido por Jaguaruana, com 12 mil toneladas, e Russas, com 7,1 mil toneladas.