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Mesmo com o maior colégio eleitoral do País, que é o Estado de São Paulo, o PSDB enfrentará, em 2019, a sua maior renovação nos 29 anos de história. Os caciques que fundaram o partido darão espaço inevitavelmente para uma nova geração. Derrotado na corrida pela Presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin já sinalizou para o governador eleito João Doria que poderá deixar o comando nacional do PSDB.

Doria é cria de Alckmin, ganhou, em 2016, a Prefeitura de São Paulo, contrariou o padrinho político, trocou a cadeira de prefeito pela candidatura ao Governo do Estado e, no segundo turno, contra o governador Márcio França (PSB), que era o nome de preferência de Geraldo Alckmin, ganhou o Governo do Estado.

As divergências entre Doria e Alckmin ficaram bem acentuadas ao longo da campanha eleitoral e a relação política entre ambos ficou arranhada. Os arranhões se refletem agora com as avaliações que surgem sobre os novos caminhos do PSDB.  Aos 81 anos, com quase 50 de vida política, o ex-governador Alberto Goldman, um dos tucanos históricos ainda em atividade, não se espanta com mais nada.

Goldman se antecipou, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, que vai se opor à adesão incondicional a Bolsonaro, como quer Doria, e não acredita que o partido vá acabar ou sofrer um novo racha, como aconteceu quando entrou no governo Temer. Sobre os novos rumos do PSDB, Goldman foi enfático: ‘’ Não tenho medo de que acabe e nem de que continue. Os partidos são instrumentos de atividade política e, se em algum momento, deixar de ser útil, poderemos reformar ou até mudar esse instrumento’’.

Sobre as articulações de João Doria em busca do comando nacional tucano, Goldman acrescentou: ‘’Se dependesse dele, seria ontem, mas ele é apenas um governador eleito, basicamente pelos votos que capturou na aliança com Bolsonaro. A partir dessa reunião da executiva, vamos aprovar as convenções em maio e marcar um congresso para rever o programa’’, disse ele, referindo-se à reunião do PSDB marcada para o próximo dia 22 e que pode antecipar a redefinição de caminhos dos tucanos.

Com a discussão que começa a ganhar corpo para definição do novo rumo do PSDB, o ex-vice-governador de São Paulo, afirma: ‘’Terminou um ciclo no qual o PSDB formou uma corrente social-democrata, mas tem que repensar isso porque o país não adotou esse caminho. Então esse ciclo, evidentemente, é um tempo que passou. Agora dizer que após esse período o João Doria vai tomar de assalto o partido, acho que é muito cedo. Até porque, no caso do Doria, ele não tem uma visão político-ideológica, é um pragmático’’. Na mesma resposta, em tom de ironia, afirmou: ‘’Se hoje ele se pendurou no Bolsonaro, poderia amanhã estar pendurado no Lula. João Doria na política é um aventureiro’’

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