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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu em evento nesta quinta-feira que portaria editada pelo Ministério da Saúde pode prejudicar investimentos financeiros de hospitais e afirmou que é necessário “coragem” para lidar com essas situações. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira e reduz os valores pagos pelo governo em procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente na área cardíaca, especialidade do ministro. Entre os procedimentos afetados pela portaria estão a implantação de marcapasso cardíaco e stent para artéria coronária.

— Eu sei que muitos hospitais sobreviviam com essa margem em relação a esses repasses de próteses, mas não é obra para financiar os hospitais. Nós temos que financiar os hospitais com os serviços hospitalares. É necessário, de quem está à frente do ministério, coragem para enfrentar esses problemas estruturais e não falta coragem no governo de Jair Bolsonaro — declarou o ministro.

Segundo Queiroga, o ministério fez uma pesquisa antes de optar pela redução de investimentos. De acordo com o ministro, o corte nos repasses busca “garantir a sobrevivência” da indústria nacional.

Trecho da portaria informa que a redução do investimento é uma “otimização de recursos públicos”. Ao todo, a portaria “prevê uma redução de recursos na ordem de R$ 292.653.490,61, que serão deduzidos do Limite Financeiro Anual de Média e Alta Complexidade dos Estados, Distrito Federal e Municípios, para serem aplicados nas políticas da atenção especializada”.

O ministro participou do evento de assinatura de uma portaria de repasse de R$ 20 milhões ao Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF). A ministra-chefe da Secretaria de Governo (Segov), Flávia Arruda,também estava presente no evento que foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do Ministério da Saúde (MS).

(*) Com informações O Globo

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