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Imbróglios internos recentes, envolvendo siglas como PMB e PSB no Ceará, trouxeram à tona a fragilidade de comissões provisórias que comandam estes e outros partidos em âmbito estadual em muitos casos, de forma nem tão provisória assim. Metade dos diretórios estaduais das legendas partidárias com representação no Ceará é composta por comissões provisórias indicadas pelas direções nacionais dos partidos, algumas sem prazo de término, outras com existência que já dura dez anos.

O instrumento, então, acaba perdendo o caráter de provisoriedade original e, na avaliação de analistas políticos e jurídicos, impacta negativamente a democracia partidária, fortalecendo a influência de caciques políticos que centralizam decisões e ditam os rumos das agremiações.

Tribunal Superior Eleitoral aponta que, das 35 legendas que atualmente são registradas na Justiça Eleitoral, 32 têm representação no Ceará. Destas, 16 possuem diretórios definitivos, eleitos internamente, enquanto a outra metade funciona com comissões provisórias. Criadas sob a justificativa de estruturação temporária de algumas siglas ou mesmo para que as cúpulas partidárias possam intervir em casos de descumprimento dos estatutos, elas evidenciam outras finalidades quando perpetuadas nos partidos.