A circulação de mensagens atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV), anunciando um suposto toque de recolher em bairros de Sobral, na Região Norte do Ceará, provocou medo entre moradores e levou à suspensão do transporte universitário em pelo menos dois municípios na noite dessa quarta-feira (4/11).
Diante da repercussão, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) esclareceu que não há registro oficial desse tipo de ocorrência e alertou que os comunicados podem ser falsos. A orientação é para que a população não compartilhe informações sem confirmação.
As mensagens, disseminadas principalmente por grupos de WhatsApp, mencionavam uma suposta disputa entre facções criminosas e recomendavam que moradores de bairros como Terrenos Novos e Vila União, em Sobral, permanecessem em casa antes das 21 horas, evitando deslocamentos para o trabalho, faculdades e cursos.

REAÇÃO DE PREFEITURAS
A repercussão dos boatos levou as prefeituras de Santa Quitéria e Granja a suspenderem, na noite de quarta-feira, as rotas do transporte universitário com destino a Sobral. A decisão foi anunciada pelas respectivas secretarias municipais de Educação como medida preventiva diante das informações sobre possíveis conflitos e situações de violência.
Em Santa Quitéria, a Secretaria Municipal de Educação Básica comunicou oficialmente a interrupção da rota Santa Quitéria/Sobral no turno da noite. A Prefeitura de Granja adotou a mesma medida, justificando a suspensão com base nas informações que circulavam sobre possíveis confrontos.

A onda de boatos também provocou a manifestação do prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues (PL), que afirmou acompanhar com preocupação as notícias sobre episódios de violência na cidade e na região. O gestor solicitou reforço do efetivo policial e destacou que a segurança da população deve ser tratada como prioridade.
ORIENTAÇÃO DA POLÍCIA
Com a circulação das mensagens, o tenente Gadelha, da Polícia Militar do Ceará, orientou os moradores a não propagarem os supostos comunicados de facções criminosas e a bloquearem números utilizados para disseminar esse tipo de conteúdo.
Em nota, a SSPDS reforçou que não existe registro oficial de ocorrência relacionada ao suposto toque de recolher divulgado nas redes sociais. A Secretaria advertiu que mensagens dessa natureza podem ser falsas e contribuir para espalhar medo e insegurança entre a população.