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Senadores cobraram nesta terça-feira (6) uma campanha nacional urgente, do governo federal, com um discurso unificado para informar a população brasileira sobre a prevenção à covid-19 e o incentivo à vacinação no país. A cobrança foi feita ao secretário especial de Comunicação Social (Secom) do Ministério das Comunicações, Flávio Augusto Viana Rocha, durante audiência da comissão temporária criada para acompanhar as ações contra a covid-19.

O almirante de esquadra chefiava a Secretaria de Assuntos Estratégicos e assumiu o cargo no dia 11 de março, substituindo Fábio Wajngarten.

Para os senadores, até o momento, o governo não conseguiu repassar informações básicas à sociedade por meio de campanhas oficiais, o que tem agravado ainda mais a crise sanitária no país. O relator da comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT), observou que o Brasil está atrasado em relação ao plano de comunicação e pediu celeridade na elaboração de ações transparentes e esclarecedoras, principalmente as relativas à vacinação.

“Todos os dias todo o povo brasileiro é apanhado pela decepção, ao acordar pela manhã. Fica sem saber como será colocado, que dia será o dia dele (da vacinação). Essa informação está desencontrada nos estados, nos municípios. O importante é que o brasileiro quer saber que dia que a vacina vai chegar no braço dele. Por isso, nós entendemos que unificar a informação de forma transparente será de grande ajuda nesse momento tão dramático que vivemos”, disse.

De acordo com o secretário, o governo se antecipou em relação à eclosão da crise sanitária, uma vez que a Organização Mundial de Saúde (OMS) só declarou pandemia mundial em março de 2020 enquanto o comitê de monitoramento da crise vinculado ao Executivo Federal foi montado, segundo ele, em janeiro daquele mesmo ano. O almirante ainda informou que o setor de comunicação iniciou as campanhas com esclarecimentos sobre a doença, medidas preventivas e, mais recentemente, ações relativas à vacina desde fevereiro de 2020.

“Nós temos todo um planejamento para que seja enfatizada a inserção de peças publicitárias, como falei, em todos os meios para justamente fazer frente a esse período em que está, realmente, a nova variante muito forte. A sociedade brasileira foi surpreendida pela nova variante desde o final do ano passado, mas o setor de comunicação do governo está pronto para continuar fazendo o seu papel de orientar a sociedade à luz das recomendações que são emanadas principalmente do Ministério da Saúde e dos entes como um todo”, afirmou. 

Distanciamento e máscara

Os senadores criticaram a falta de alinhamento entre o discurso do governo, e principalmente, o comportamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, com as orientações e recomendações científicas sobre a doença. Eles defenderam a elaboração de peças publicitárias com informações sobre distanciamento social, uso de máscara e a participação do Chefe da Nação na condução desse discurso.

Fonte: Agência Senado

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