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O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do programa Vidas Preservadas, participou, nessa quarta-feira (1º) de visita técnica a alguns pontos da malha viária da cidade de Fortaleza com o intuito de observar as estruturas e avaliar o que é possível ser feito para auxiliar na prevenção de suicídio nesses locais. As visitas contaram com a participação de parceiros e marcaram o início das ações voltadas para o Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção do suicídio.

Para o coordenador do programa, promotor de Justiça Hugo Porto, o maior objetivo é ressaltar a importância de políticas públicas direcionadas ao tema

“Com pequenas intervenções, de custos que não são significativos, podemos salvar vidas. A ideia é que a gente una esforços e consiga mapear situações sensíveis, locais sensíveis e intervir com o poder público em prol da sociedade”, explica o promotor de Justiça.

O encontro se deu em dois conhecidos pontos da capital, sendo um com uma estrutura que pode ser usada como referência para outros e um segundo com características mais precárias. Segundo Hugo Martins, major do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, a prevenção com intervenções arquitetônicas é um dos fatores que contribuem para a redução de acidentes.

“A barreira não vai evitar o suicídio, ela vai nos dar tempo para que o setor de saúde, o setor de psicossocial consiga intervir nessa pessoa e dar um tratamento adequado”, completa.

De acordo com ele, a estrutura metálica côncava, por exemplo, pode ajudar muito no cuidado com essas pessoas, dificultando ações irreversíveis.

Para a promotora de Justiça Jacqueline Faustino, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Ecologia, Meio Ambiente, Urbanismo, Paisagismo e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (CAOMACE), a cidade deve ser um ambiente acolhedor para todos os indivíduos e em todos os espaços, contribuindo com o equilíbrio mental de cada pesso

“Quando a gente identifica que em alguns pontos da cidade existem equipamentos públicos ou privados que estão fazendo uma função inversa, mesmo que não seja de forma proposital, mas que estão estimulando uma situação de desespero, a gente tem que buscar o poder público para que sejam feitas intervenções e que aquele local se transforme em um ambiente acolhedor, onde o cidadão possa trafegar sem riscos à sua integridade física e mental”.

O psiquiatra Davi Queiroz, da Coordenadoria da Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Copom), ressalta ainda a importância de um trabalho sistêmico para maior efetividade: “Uma das poucas coisas que a gente tem certo sobre o cuidado de pessoas com comportamento suicida é que nenhuma intervenção só vai ser efetiva. Então é preciso dizer que tal espaço serve para tratamentos, colocar o número do plantão psicológico que a Secretaria está disponibilizando para o cidadão, colocar o número do CVV, que também é muito importante, e trabalhar a educação dos arredores. Você precisa ter todos os setores da sociedade envolvidos nisso”.

Participaram também da visita engenheiros da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), da Prefeitura de Fortaleza.

Setembro Amarelo 2021

A campanha do Setembro Amarelo de 2021 do Ministério Público do Estado do Ceará é coordenada pelo programa Vidas Preservadas, do Ministério Público do Estado do Ceará. Este ano, o tema trabalhado será “Real e virtual: redes sociais e prevenção do suicídio na infância e na juventude”, com ações e eventos promovidos pelo MPCE e parceiros.

O Programa, criado em 2018, visa, a um só tempo, capacitar os mais variados agrupamentos, trazendo informações preciosas para atores sociais estratégicos, e garantir recursos públicos prioritários capazes de fazerem surgir e de fortalecer políticas públicas intersetoriais e efetivas para a prevenção do suicídio.

(*) Com informações Ministério Público do Ceará

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