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Construção civil impulsiona crescimento de empregos no Ceará em julho

O mercado de trabalho formal no estado do Ceará ganhou 890 vagas de emprego no mês de julho. Os dados são da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, e integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número de novos empregos é resultado da diferença entre contratações e demissões registradas em julho. Segundo a pasta, foram 32 mil 979 admissões contra 32 mil e 89 desligamentos.

A construção civil foi o setor que mais impulsionou o emprego formal no Ceará no sétimo mês de 2019. De acordo com o Cadastro Geral, foram 1 mil 147 vagas de trabalho, resultado de 4 mil 160 contratações contra 3 mil e 13 demissões. Outra área onde houve geração de emprego expressiva foi a agropecurária, que encerrou o mês de julho com 412 vagas a mais no Ceará.

Apesar do bom resultado no úlltimo mês, o saldo de vagas de trabalho ainda é negativo. No apanhado dos primeiros sete meses de 2019, o mercado formal perdeu 5.951 vagas de emprego segundo o Caged. Em contrapartida, no levantamento dos últimos 12 meses o saldo fica positivo, registrando, nesse período 6.232 cearenses entrando no emprego formal 

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Atraso em repasses do Minha Casa Minha Vida no Ceará geram prejuízo milionário

O atraso no repasse dos recursos do governo federal para custeio das obras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no Ceará tem gerado prejuízos para a continuidade das obras. As dívidas das construtoras locais chegam a quase R$ 60 milhões, afetando 20 mil trabalhadores e, pelo menos, 30 empresas do setor.

Na faixa 1 do programa, onde as unidades são destinadas a famílias com renda de até R$ 1, 8 mil mensais, 90% do valor do imóvel é pago com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), quase 80% do total investido no programa durante o primeiro semestre do ano – R$ 2,09 bilhões de R$ 2,54 bilhões – foram para a faixa 1.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) as obras estão atrasadas e podem ficar mais comprometidas caso o valor de R$ 1 bilhão prometido pela União não seja liberado. Além disso, a partir da próxima semana as construtoras devem diminuir ou totalmente paralisar o ritmo das obras devido a ausência de dinheiro suficiente para pagar os trabalhadores e comprar o material necessário.

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Construção civil registra inflação de 0,91% em julho, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou inflação de 0,91% em julho, percentual superior ao apurado no mês anterior (0,44%).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o  Índice Nacional de Custo da Construção (Mercado) (INCC-M) acumula taxas de 2,73% no ano e de 3,95% em 12 meses.

A maior alta de preços foi observada no custo da mão de obra, que ficou 1,63% mais cara em julho. A mão de obra auxiliar teve inflação de 1,74%.

Os serviços ficaram 0,20% mais caros no mês, puxados principalmente pelos aluguéis e taxas (0,34%).

Os materiais e equipamentos tiveram uma taxa mais moderada (0,04%). Se por um lado, o material para pintura ficou 1,63% mais caro, por outro, o material metálico ficou 0,65% mais barato.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Acabou o fôlego: Construtoras não têm como manter empregos, alerta presidente do Sinduscon

O atraso na transferência de recursos do Governo Federal para as construtoras responsáveis pela construção de imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida no Ceará coloca em risco 6.000 empregos direitos na Grande Fortaleza e no Interior do Estado. Desse montante, para cada um emprego direto, o Programa gera outros três empregos indiretos – assim, aproximadamente, 18 mil empregos diretos e indiretos estão em risco. 

As empresas, segundo revelou, nesta quarta-feira (3), o presidente do Sinduscon (Sindicato das Construtoras do Ceará), André Montenegro, em entrevista ao Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), não têm mais fôlego para manter em dia os salários dos trabalhadores. Segundo ele, as construtoras (menores) investem e depois recebem o repasse, impossibilitado pelo atraso.

De acordo com o André, o Governo Federal havia assumido o compromisso de, na última semana de março, fazer o desembolso para as construtoras, mas o dinheiro não chegou e, segundo ele, o mês de abril começa com muitas dificuldades. O quadro, conforme enfatizou, é crítico, principalmente, para as pequenas empresas, que não têm capital para bancar as contas com dois ou três meses de atraso. O repasse é feito pela Caixa Econômica Federal.

Problema nacional:

Segundo André Montenegro, na Faixa 1 do Programa – que atende famílias com renda de até R$ 1.800,00 – as construtoras são prestadoras de serviço, ou seja, são pagas a medida em que realizam as obras. Assim, a dinâmica funciona com as construtoras investindo e depois recebendo. O repasse acontece, geralmente, 45 dias após a finalização das obras. Segundo André, o atraso chega a 90 dias.

Com isso, as construtoras que atuam no Programa avisaram ao Palácio do Planalto que vão começar a demitir trabalhadores. A defasagem no cronograma começou no início do ano. Com a promessa de que a situação seria regularizada, os empresários aguardaram até março. Como o dinheiro não veio, eles falam, agora, em dispensar até 50 mil empregados nos próximos dez dias. A dívida seria de R$ 450 milhões.

Dados da CBIC indicam que o Minha Casa, Minha Vida representa dois terços do mercado imobiliário brasileiro. O setor da construção, que chegou a empregar 3,4 milhões de pessoas, hoje emprega 2 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que não houve aviso formal de demissões, mas reconheceu que “tem recebido reclamações de pagamentos abaixo do necessário“.