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Procura por seguro em caso de desemprego cresce quase 24%

O cenário de desemprego o crescente número de brasileiros endividados tem levado ao aumento da procura pelo chamado seguro prestamista. O percentual de famílias com dívidas em atraso, em setembro, ficou em 65,1%, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Na prática, ele cobre o pagamento de dívidas em caso de desemprego, perda de renda, morte ou invalidez. A modalidade registrou alta de 23,79% no volume de contratações, no primeiro semestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado, movimentando R$ 6,8 bilhões em prêmios, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

O seguro é usado como garantia para operações financeiras, como empréstimo, cheque especial, cartão de crédito, consórcio e financiamento. Sua contratação não é obrigatória ao contrair uma dívida a prazo. Mas, ao aceitar a cobertura, o consumidor paga o valor do seguro embutido nas prestações do produto.

De acordo com as regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a modalidade prestamista não pode ser comercializada diretamente por bancos ou seguradoras para os consumidores. As instituições financeiras ou as credoras fazem um acordo com as seguradoras para oferecer o seguro aos seus clientes. Assim, se a empresa em questão não tiver o acordo, não é possível contratar sozinho esse tipo de seguro.

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Cotidiano

Medo do desemprego diminui e satisfação com a vida aumenta, aponta pesquisa

Depois de dois aumentos consecutivos, o Índice de Medo do Desemprego caiu 1,1 ponto em relação a junho e ficou em 58,2 pontos em setembro. Com isso, o indicador está 7,5 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado.

Mesmo com a queda, o índice continua acima da média histórica, que é de 50,1 pontos. As informações são de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto o índice, maior é o medo do desemprego.

A maior queda no medo do desemprego foi verificada entre as pessoas com menor escolaridade e renda. Entre os que têm até a quarta série do ensino fundamental, o indicador caiu 5,4 pontos e saiu de 65,1 pontos em junho para 59,7 em setembro. Entre os que recebem até um salário mínimo, o medo do desemprego recuou 4 pontos, passando de 72,8 em junho para 68,8 em setembro.

O medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste, onde alcançou 69,7 pontos – a região foi a única a registrar aumento do medo do desemprego em setembro. O medo é menor no Sul, onde o indicador ficou em 47,7 pontos. No Sudeste, foi de 58,5 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 49,3 pontos.

SATISFAÇÃO COM A VIDA 

A pesquisa também mostra o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. O Índice de Satisfação com a Vida alcançou 69 pontos em setembro, 1,6 ponto acima do de junho. O indicador, que é 3,1 pontos superior ao de setembro do ano passado, também está abaixo da média histórica de 69,6 pontos.

A satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do país. A satisfação com a vida é maior no Sul, onde alcançou 71 pontos. No Nordeste ficou em 68,1 pontos, no Sudeste foi de 68,8 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 68,6 pontos. Esta edição da pesquisa trimestral ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro.

SAIBA MAIS – Acesse a página de Estatísticas da CNI e veja os detalhes das pequisas.

*(Com informações da Agência CNI de Notícias)

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Economia

Taxa de desemprego recua para 11,8% em agosto, mas ainda atinge 12,6 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no país recuou para 11,8% no trimestre encerrado em agosto deste ano. O índice é inferior aos 12,1% do mesmo período do ano passado e aos 12,3% do trimestre em maio deste ano.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de desempregados chegou a 12,6 milhões em agosto, 3,2% a menos (ou 419 mil) do que em maio deste ano (13 milhões), mas estável em relação a agosto do ano passado.

A população ocupada (93,6 milhões) cresceu 0,7% em relação a maio (mais 684 mil) e 2% na comparação com agosto do ano passado (mais 1,84 milhão de pessoas).

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Cotidiano

Projeto que isenta desempregados de tarifa da Cagece é aprovado na Assembleia Legislativa

Em meio a uma dura realidade de falta de emprego e uma economia que ainda não gera confiança, surge um projeto que beneficia àqueles que precisam limitar seus gastos devido a pouca arrecadação. De autoria do deputado Renato Roseno (PSOL), um projeto que concede isenção do pagamento da tarifa de coleta e tratamento do esgoto foi aprovado na Assembleia Legislativa do estado.

Segundo o texto, aquele que comprovar sua situação de desemprego por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), será incluído em uma lista, a qual será enviada a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e para a Secretaria da Fazenda (Sefaz). A isenção será concedida aos domicílios que não ultrapassarem o consumo mensal de 15 metros cúbicos.

De acordo com o deputado Renato, autor do projeto, a Lei 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, prevê expressamente a possibilidade de isenção das tarifas para os usuários em situação de incapacidade de pagamento, o que se aplica aos trabalhadores desempregados.

“O atendimento aos princípios da honestidade e da equidade pressupõem a promoção da justiça material, tratando os desiguais desigualmente. A situação dos trabalhadores desempregados no atual momento de crise econômica exige um tratamento diferenciado, que considere a diminuição na sua capacidade econômica em pagar as tarifas para serviços básicos como água e esgoto”, explica o deputado.

Os beneficiados deverão atualizar seus dados a cada seis meses e, caso haja fraude comprovada, o benefício será automaticamente extinto.

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Perda do emprego e redução da renda são principais causas da inadimplência no país, aponta pesquisa

O cenário de dificuldades que ainda assombra a economia do país vem contribuindo para o alto endividamento dos brasileiros. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

As principais causas da inadimplência entre os que tinham dívidas em atraso há mais de três meses da realização do estudo foram perda do emprego (30%) — que chega a 31% nas classes C, D e E —, redução da renda (29%), empréstimo do nome para tercei ros (14%) e falta de controle financeiro (13%).

Considerando aqueles que se endividaram por descontrole ou por conseguirem crédito fácil, 36% disseram que compraram porque se esperassem ter dinheiro sobrando para realizar as compras, demorariam para conseguir. Outros 33% quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, sem avaliar seu orçamento.

Já 14% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra, enquanto 11% disseram em momentos que se sentiam tristes e, por essa razão, compraram mais do que o necessário para se sentir melhor.

O levantamento mostra também que muitos chegam até a negligenciar as despesas do dia a dia: 46% sabem pouco ou nada sobre o valor de suas contas básicas, como luz, água, telefone, aluguel, plano de saúde, condomínio e mensalidade escolar.

Outros 53% admitem ter pouco conhecimento em relação à própria renda do mês, entre salários, recebimento de aluguéis e demais rendimentos. Já mais da metade (52%) desconhece o número total de parcelas das compras realizadas por meio do crédito.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa ouviu 600 consumidores com contas em atraso há mais de três meses acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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Dados do IBGE apontam que 3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos

Um contingente de 3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2% (ou cerca de uma em cada quatro) pessoas no total de desocupados no Brasil. Os números do segundo trimestre deste ano são recorde desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, no segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

No segundo trimestre, a taxa de desemprego do país recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018. As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), no Ceará a taxa passou de 11,4% para 10,9 %.

A taxa caiu em dez das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo os dados divulgados nessa quinta-feira.

Região Nordeste

A Região Nordeste foi a única que apresentou todas as unidades com Nível de Ocupação inferior à média do Brasil.

A pesquisa pode ser acessada através do site do IBGE.

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Economia

País registra criação de 48,4 mil vagas de trabalho formal

A criação de empregos com carteira assinada teve saldo positivo em junho, com a criação de 48.436 vagas. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

Segundo a Agência Brasil, o indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em junho foi resultado de 1.248.106 admissões contra 1.199.670 desligamentos ocorridos no período.

O resultado de junho foi o melhor para o período desde 2013, quando, no mesmo mês, foram geradas 123.836 vagas. Em junho de 2018 foram registradas mais demissões do que contratações, gerando saldo negativo de 661 vagas.

No primeiro semestre deste ano, foram criados mais 408.500 postos de trabalho ( 8.221.237 admissões e 7.812.737 desligamentos), o maior saldo para o período desde 2014 quando foram criadas 588.671 vagas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de 392.461 vagas.

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Economia

Fundação Getúlio Vargas indica que desemprego recuou em junho

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9) dois indicadores referentes ao mercado de trabalho, coletados em junho. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) subiu 0,8 ponto e agora registra 86,6 pontos. O índice registrou este crescimento em junho após recuo nos quatro meses anteriores.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 1,1 ponto, no mesmo período. Indo para 94,6 pontos, depois de registrar crescimento nos três meses anteriores. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

O Iaemp é uma combinação de resultados das sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor e mostra os rumos do mercado de trabalho no país. O ICD é construído com base em quatro faixas de rendas salariais. Em junho, a classe de renda que mais contribuiu para o recuo do ICD foi a dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100 e R$ 4.800.

(*) Com informações da Agência Brasil.

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Economia

Desemprego cai de 12,4% para 12,3% no trimestre encerrado em maio

A taxa de desemprego no país ficou em 12,3% no trimestre encerrado em maio, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada hoje (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, a população desocupada ficou em 13 milhões de pessoas, estatisticamente estável tanto frente ao trimestre anterior como em relação a igual período de 2018.

Já a população ocupada (92,9 milhões de pessoas) cresceu em ambas as comparações: 1,2% (mais 1,07 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e 2,6% (mais 2,36 milhões de pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018.

Com informações da Agência Brasil

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41,8% dos jovens brasileiros estão desempregados. No Ceará, são 700 mil nessa situação

No primeiro trimestre deste ano, 41,8% da população de 18 a 24 anos, os jovens brasileiros, fazia parte do grupo dos subutilizados no mercado de trabalho, isto é, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar por mais horas na semana.

No Ceará, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Dragão do Mar ao Laboratório das Artes e das Juventudes da Universidade Federal do Ceará (Lajus/UFC) e em parceria com o Instituto Oca, existem quase 700 mil jovens, no Ceará, entre 16 e 29 anos, que nem estudam, nem trabalham de maneira formal e nem estão procurando emprego.

No país

Em números absolutos, são 7,337 milhões de jovens brasileiros subutilizados, o maior número já registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) começou a ser apurada em 2012.

A subutilização de brasileiros de 18 a 24 anos é sempre maior no mercado trabalho, mas em momentos de crise essa tendência se agrava porque os jovens têm menos experiências e baixa qualificação. Portanto, são os mais vulneráveis aos momentos de crise.

E, com menos jovens entrando no mercado, cairá a contribuição para o sistema previdenciário, levando prejuízo ao sistema já deficitário.

O quadro mais difícil para os jovens fica evidente quando se compara o crescimento da população de subocupados de 18 a 24 anos em relação ao total dos brasileiros. Entre 2012 e o primeiro trimestre de ano, a fatia de subocupados na economia brasileira passou de 20,9% para 25%, enquanto entre os jovens de 18 a 24 anos o aumento foi de 30,1% para 41,8%.