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Tasso pode ser o terceiro nome do PSDB para disputar com Alckmin e Doria a sucessão de Temer. Ele reúne qualidades específicas para a disputa: político rico, que não precisa roubar para sustentar suas próximas gerações, não está envolvido com falcatruas apuradas por tantas operações policiais, dispõe de jatinho para viajar sem escala aos Estados Unidos ou à Europa, é nacionalmente conhecido e respeitado pelos que de fato detêm o poder e tem o perfil de algo novo, embora seja velho em idade e militância política.

Erramos”

Tasso não trabalha para ser candidato. Depois de um período afastado da política, apesar da oposição da família, candidatou-se ao Senado com a pretensão de cumprir um único mandato. Não mudou de ideia. As circunstâncias é que mudaram. Uma vez indicado por Aécio para substitui-lo temporariamente, Tasso aliou-se à banda independente do PSDB que defende o desembarque do partido do governo Temer. Suas ações nesse sentido culminaram com o recente programa do partido no rádio e na televisão sob o mote “O PSDB errou”, levado ao ar na semana passada. Foi um desmantelo.

Não precisa conspirar

A banda do PSDB governista (e podre, segundo Ciro Gomes) detestou o programa, jurou fidelidade a Temer e conspira abertamente para derrubar Tasso. É possível que lance até um manifesto exigindo sua renúncia. Nada disso seria preciso. Tasso diz abertamente que Aécio informe a ele que retomará a presidência do partido para que deixe o cargo para o correligionário mineiro, que vai comandar o ninho tucano até dezembro, quando expira seu mandato.

Destino

Tasso mantém limpas as gavetas da presidência do PSDB. Está pronto para sair a qualquer momento, até como punido por patrocinar um programa que disse não o que as pessoas queriam ouvir, mas o que elas gostariam de falar. Haverá situação mais promissora para quem apenas pretendia se despedir da política? Presidência da República é mais destino do que escolha. Assim como pode ter sido o governo do Ceará, quando Tasso entrou na política, pelas mãos de Gonzaga Mota, para derrubar os coronéis.

Pelo Brasil

Tasso fez aceno ao MBL (Movimento Brasil Livre), na quarta-feira (23), após manifestações de setores do partido contrárias à aproximação do movimento com parlamentares tucanos, de olho em 2018. O senador enviou mensagem de áudio para os coordenadores do movimento, afirmando que vê com satisfação a aproximação do grupo com o partido. Ele diz estar de “braços abertos” para o MBL. Acrescenta que o PSDB está passando por mudanças e estimula o diálogo com o movimento.

Racha no ninho

Os “cabeças pretas” e o MBL têm intensificado o diálogo com o avanço do calendário pré-eleitoral. Um grupo de ao menos oito deputados tucanos, ligados a Tasso, quer formar aliança com o movimento, dentro ou fora do PSDB. Eles afirmam que com a permanência do senador cearense no comando do partido, a possibilidade de saída tornou-se mais remota, mas não está excluída caso os planos da ala governista de retomar o controle se concretizem.

Engoliu seco e calado

Rápido no gatilho para detonar o truculento Maduro na Venezuela, é humilhante e ridícula a falta de atitude do governo Temer diante do tratamento recebido da American Airlines, no Aeroporto de Brasília, pelo secretário especial de assuntos estratégicos da Presidência, Hussein Kalout, quando deveria embarcar, na última segunda-feira (21), para Nova York, onde participaria de eventos diplomáticos. Mesmo após passar pelos procedimentos de segurança, ainda no saguão do aeroporto, ele foi convidado a se retirar da fila, quando estava prestes a entrar na aeronave.

Racismo

A empresa aérea alegou que o secretário especial precisava passar por mais uma revista, de acordo com as normas do governo americano. “Fui a única pessoa a ser retirada da fila, quase entrando no avião, porque meu nome é árabe. Está evidente que foi racismo”, disse Kalout à Folha de S. Paulo. Ele destacou que já havia passado por esse tipo de situação, mas apenas quando desembarcava em solo americano e antes de se tornar integrante do governo. “Não estou pedindo tratamento VIP, só não quero ser humilhado. É aceitável uma autoridade do governo brasileiro ser submetida a um constrangimento dentro do aeroporto de Brasília, por regras do governo americano?”, disse.

Não tem desculpa

Hussein Kalout desistiu de embarcar e cancelou todos os compromissos oficiais que teria em Nova York. Disse que, após o ocorrido, o número dois da embaixada americana, William W. Popp, pediu desculpas e lamentou o ocorrido. Já a Embaixada dos EUA em Brasília não quis comentar o assunto. O Ministério das Relações Exteriores também afirmou que não irá se pronunciar. A American Airlines afirmou que apenas segue as regras de inspeção da Transportation Security Administration (TSA), a agência do governo dos Estados Unidos que cuida da segurança em aeroportos.

Pegando carona

Em virtude da proposta de reestruturação da organização judiciária no Ceará, que trata da extinção de comarcas do interior, Mirian Sobreira propôs emenda aditiva que tem como objetivo garantir a criação da 4ª Vara da Comarca de Iguatu, a fim de atender os aspectos de demanda, população e recomendação do Conselho Nacional de Justiça. “É preciso discutir o impacto social das mudanças e não se restringir a números e orçamento”, declara a deputada.

Faz sentido

Soldado Noélio (PR) critica a implantação da central de distribuição de medicamentos nos terminais de ônibus de Fortaleza. Segundo o vereador, a ação apenas “maquia” os maus resultados do serviço, que deveria funcionar com efetividade nos postos de saúde.  A primeira central de distribuição de medicamentos foi instalada no terminal de Antônio Bezerra. O equipamento, que será gerido por empresa contratada pela Prefeitura, foi projetado para reforçar, pelo menos em tese, a distribuição de remédios para a população.

Falta o principal

 Segundo Noélio, Fortaleza tem mais de 100 postos de saúde, que não cumprem seu papel por falta remédios para distribuir. “Por que não conseguimos fazer os postos funcionar? É preciso que eles tenham os medicamentos para distribuição. É realmente necessário gastar dinheiro com criação de mais um ponto de distribuição ao invés de melhorar os postos de saúde? ”, indaga o vereador.

 Água e esgoto aumentam

A Cagece vai aumentar no próximo dia 23 de setembro as tarifas de água e esgoto em 4,33%, de forma linear para residências, comércio e indústria. Em maio, as agências reguladoras no Ceará autorizaram a empresa a aplicar uma elevação de 17,23% nas contas de água e esgoto. No entanto, como forma de amenizar o impacto financeiro no orçamento do cliente, a Cagece decidiu aplicar a revisão em duas etapas, a primeira de 12,9% em junho e o complemento de 4,33% em setembro.

 Combate às drogas

Os sete primeiros meses de 2017 já superam todo o ano de 2016 na quantidade de drogas apreendidas no Ceará. São 4,3 toneladas no total, número 150% maior do que toda a apreensão realizada no ano passado, que somou 2,8 toneladas. O alto número de 2017 deve-se à grande apreensão de 3,9 toneladas de maconha, feita pela Polícia Rodoviária Federal, em maio.  A carga estava em um caminhão-tanque que vinha de Curitiba com destino à capital cearense.

Pai de todos os crimes

Ao número atual, também se somam 200 quilos de cocaína, 100 quilos de crack e outras quantidades de drogas sintéticas. A delegada titular da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas, Patrícia Bezerra, afirma que o combate a esse crime reflete na redução de outros. “O tráfico de drogas é o crime matriz de todos os demais. É a partir dele que se chega aos homicídios, ao crime organizado, ao tráfico de armas e a roubos”. O Ceará já foi usado como base operacional  de uma organização internacional que transportava cocaína para Portugal e Itália e que foi desarticulada em 2015 pela Polícia Federal.

 Faltou Fortaleza

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica investiga se houve cartel nas licitações para a instalação de cafeterias nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Florianópolis, Recife, Campo Grande, Curitiba e Maceió.
A denúncia foi registrada pela Infraero. As concorrências para a concessão de áreas para exploração comercial foram conduzidas pela própria Infraero, nos últimos quatro anos.

Os olhos da cara

Se confirmada a fraude, a formação de cartéis naqueles aeroportos pode ter contribuído para elevar ainda mais os preços do café e outros itens vendidos nas cafeterias. Tradicionalmente, os proprietários de pontos comerciais em aeroportos (o Pinto Martins é um deles) costumam praticar preços mais altos devido à reduzida oferta, que restringe a chance do passageiro de procurar preços mais competitivos.