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O preço da cesta básica em Fortaleza teve um aumento de 1,72% no mês de março de 2017. A pesquisa é feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em todas as capitais brasileiras todos os meses. O conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica da capital registrou aumento de preços puxados novamente pelo tomate que subiu 13,85%.

Contribuíram também produtos como a banana (5,60%), o café (3,67%) e a manteiga (3,39%). Entre os produtos que apresentaram redução de preços no mês de março estão o leite (-1,21%), a carne (-1,41%) e o feijão (-9,68%).

A alta nos preços de três dos produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 408,83. Segundo a pesquisa, o gasto com alimentação de uma família padrão – dois adultos e duas crianças) foi de R$ 1.226,49.

No semestre, a pesquisa do Dieese mostra que os 12 produtos que compõem a cesta básica apresentaram deflação de -1,71%. Já se considerarmos a variação no ano, em Fortaleza, a inflação registrada foi de 5,83%. Isto significa que a alimentação básica em março de 2017 (R$ 408,83) está mais cara do que em setembro de 2016 (R$ 415,94) e mais cara do que março de 2016 (R$ 368,30).

No semestre, dos produtos que sofreram maiores elevações nos preços, foram: o óleo (20,32%); a farinha (17,61%); a banana (15,74%); e o café (13,46%). Apenas três itens apresentaram redução nos seus preços, o tomate (-1,77%), o leite (-7,90%) e o feijão (-46,49%). Considerando os últimos 12 meses, houve elevação nos preços da manteiga (45,21%); da farinha (41,19%); do café (30,06%); e da abanana (27,57%). Apenas a carne (-0,29%) e o tomate (-21,55%) sofreram redução no preço.

Índice nacional

Em março, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 20 das 27 capitais brasileiros, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese. As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste: Teresina (3,90%), Natal (3,54%), Recife (3,53%), São Luís (2,77%) e João Pessoa (2,59%). As retrações mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-2,19%) e Cuiabá (-1,14%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 437,22), seguida por São Paulo (R$ 435,34) e Florianópolis (R$ 433,70). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 323,34) e Salvador (R$ 349,66). Em 12 meses, 12 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Natal (11,70%), Maceió (7,82%) e João Pessoa (6,34%). As reduções ocorreram em 15 cidades, com destaque para Brasília (-6,60%), Belo Horizonte (-5,69%) e Rio Branco (-5,64%).

No primeiro trimestre deste ano, 19 capitais acumularam queda, com destaque para Rio Branco (-15,89%), Cuiabá (-8,51%) e Boa Vista (-6,12%). Já os aumentos mais expressivos foram registrados em Fortaleza (3,71%), Natal (3,45%) e Teresina (3,22%).

Com base na cesta mais cara, que, em março, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que, em março de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00.

Fonte: G1 Ce
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