O canal do WhatsApp “Exército do Lula”, criado em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi retirado do ar na noite desta terça-feira (13). A medida cumpre determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que estabeleceu a suspensão do canal por até 48 horas.
O ministro condicionou a retomada das atividades ao registro do canal pela campanha de Lula junto à Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida, mas Nunes Marques determinou que o espaço permaneça suspenso até o fim do prazo estabelecido, previsto para quinta-feira (15).
Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de apoiadores do presidente. A ferramenta é utilizada para compartilhar orientações e informações relacionadas à campanha eleitoral.
Impasse no TSE
A controvérsia começou após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) solicitar a retirada do canal do ar, sob a alegação de que o espaço estaria sendo utilizado para disseminar desinformação. Os pedidos foram encaminhados ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do canal. Posteriormente, a decisão foi revertida por Villas Bôas Cueva, que autorizou a continuidade das publicações e a entrada de novos participantes. O ministro também encaminhou sua decisão para análise do plenário do TSE.
Uma avaliação da área técnica do tribunal, solicitada por Nunes Marques, não identificou desinformação no canal. Apesar disso, na terça-feira (13), o presidente do TSE voltou a determinar a suspensão, desta vez sob o argumento de que o canal não estava registrado como meio de campanha eleitoral de Lula.
Após a regularização do registro pela campanha petista, o ministro autorizou a retomada das atividades, mas manteve o prazo de 48 horas para a suspensão, conforme a determinação relacionada às regras eleitorais.