O União Brasil decidiu, nesta quarta-feira (8), punir, com suspensão da fiação por 60 dias, o Ministro do Turismo, Celso Sabino. A direção da legenda determinou que Sabino entregasse o cargo ou, caso contrário, se afastasse da sigla.
Como Sabino optou em permanecer no Governo Federal, o União Brasil o suspendeu das atividades partidárias, o afetou do comando regional da agremiação e decidiu intervir em todos os diretórios da sigla no Estado do Pará, domicílio eleitoral do Ministro do Turismo.
Ao longo de 60 dias, Sabino enfrentará um processo de infidelidade que poderá levá-lo a expulsão.
O parecer do deputado Fábio Schiochet (União-SC) sugeriu a suspensão por dois meses. Nesse período, Sabino terá a oportunidade de se defender das acusações de infidelidade.
OPOSIÇÃO
O União Brasil rompeu com o Governo Lula e recomendou aos filiados que entregassem os cargos na administração federal. Sabino, único ministro indicado pela legenda, decidiu por outro caminho.
Com a decisão, o União Brasil, que faz parte de uma federação com o PP, se junta à oposição para apoiar um nome endossado pelo ex-presidente Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, classificou de imoral a postura de Sabino. indefensável. “É algo de uma imoralidade ímpar, como se pode estar dentro de um partido, ser soldado de Lula e soldado do União Brasil”, protestou Caiado.
A quarta-feira(8) foi marcada, também, pela decisão do PP de afastar dos quadros da sigla o deputado federal André Fufuca que, a exemplo de Celso Sabino, optou por permanecer no Governo do presidente Lula.
