O comércio supermercadista cearense fechou 2025 com faturamento de R$ 11,64 bilhões e reforçou o peso do Estado no setor nacional. Levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que 53 redes do Ceará figuram entre as maiores do país, em um cenário marcado por expansão de receitas, rearranjos no ranking e avanço de novos concorrentes.
A maior fatia desse desempenho está concentrada nas dez principais redes do Estado, responsáveis por R$ 8,95 bilhões em receitas — o equivalente a 76,8% de todo o faturamento do segmento. Em relação ao levantamento anterior, houve crescimento nominal de 13,43%, acima dos R$ 7,89 bilhões registrados em 2025 por esse mesmo grupo.
A liderança estadual foi mantida pelo Grupo São Luiz, que ampliou receitas e consolidou vantagem sobre o Cometa. Frangolândia também voltou a crescer e reforçou o grupo das chamadas “bilionárias”, formado pelas três maiores supermercadistas do Ceará. Juntas, elas seguem puxando o desempenho do setor, embora tenham perdido posições no ranking nacional.
Além do avanço em faturamento, o levantamento mostra mudanças na disputa entre redes cearenses. Centerbox ultrapassou o Bom Vizinho e assumiu posição superior entre as maiores do Estado. Moranguinho também passou à frente do Diniz, enquanto o Nidobox registrou uma das maiores escaladas, subindo 23 posições no ranking brasileiro.
A entrada de novos grupos também redesenhou o mercado. A estreia da Queiroz Distribuidora entre as dez maiores do Ceará e o surgimento de outras redes no levantamento da Abras indicam maior competição, inclusive entre marcas regionais.
Fora do topo, o ranking também revelou movimentos expressivos. Vitória Régia teve uma das maiores altas entre as empresas cearenses, enquanto o Supermercado Pop registrou a queda mais acentuada em posições. O cenário mostra um mercado em expansão, mas também mais pressionado por concorrência e reposicionamentos.
Mesmo com a força das redes locais, o varejo cearense segue disputando espaço com grandes grupos nacionais e multinacionais. Carrefour e Assaí permanecem isolados na liderança do setor no Brasil, enquanto grupos como Mateus, GPA e Cencosud ampliam presença e pressionam mercados regionais, incluindo o Ceará.
O novo ranking reforça que, além do crescimento do consumo, o setor vive uma disputa mais acirrada por mercado, com consolidação das líderes, ascensão de novos players e mudanças importantes no tabuleiro do varejo alimentar cearense.
