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A tecnologia vem sendo responsável por diminuir a distância entre pacientes internados com Covid-19 no Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) e seus familiares. Como medida de prevenção à doença, a unidade da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado, passou a promover visitas virtuais nos setores onde a presença de acompanhantes não é permitida.

Realizada pelo serviço de Psicologia do HGWA, a iniciativa é voltada para pacientes da Clínica Covid e da Unidade de Cuidados Integrais Covid (UCIC).

“Por conta do contexto de isolamento, as visitas virtuais são uma forma de proporcionar contato e manter o laço entre pacientes e famílias. Esse também é um momento em que é possível esclarecer que a ausência dos familiares não se deu por um desejo destes, mas sim por uma questão de cuidado”, explica a psicóloga do HGWA, Flora Guimarães.

Internada desde o dia 17 de maio no HGWA para se recuperar da Covid-19, dona Rita Evangelista de Castro aguardava ansiosa por um contato com a família.

“Será um milagre e o dia mais feliz da minha vida”, dizia a senhora de 90 anos sobre a possibilidade de falar com as pessoas que deixou em casa.

A ajuda da psicóloga Jamille Vasconcelos permitiu que o desejo fosse realizado. Por meio de um tablet, dona Rita conversou com seu esposo, filhos e netos. “Ela foi bem recebida, está sendo bem atendida e voltará para casa com toda esperança”, disse Abraão Justiniano, marido da paciente.

A psicóloga Jamile conta que a videochamada mobilizou e emocionou os profissionais do Hospital e reforça o trabalho de humanização junto aos pacientes.

“Ela interagiu com seus familiares, abençoou os netos. Foi um acolhimento mútuo. Dentro deste momento desafiador de pandemia, conseguir proporcionar essas visitas é um diferencial, com impactos muito positivos”, conta.

Ainda de acordo com a psicóloga, os benefícios do contato virtual com os familiares são nítidos.

“A condição de internação em isolamento pode trazer aos pacientes uma fragilidade, uma ideia de abandono. Quando trazemos a família para perto pela visita virtual ou pela chamada telefônica, há o contraponto, a mensagem de que torcem pela recuperação e de que a pessoa não está sozinha. As famílias se sentem gratas também, porque se sentem angustiadas pela distância”, ressalta.

Preparo

Para que a visita virtual aconteça, há uma avaliação e preparo prévios por parte da equipe multidisciplinar das unidades que cuidam dos pacientes com Covid. O trabalho inclui diálogos e acolhimento aos pacientes e familiares separadamente. O repasse do boletim médico diário, feito pela Equipe de Comunicação, é uma das formas de contato com a família.

De acordo com a psicóloga Flora Guimarães, neste momento, os familiares ficam cientes das condições físicas do paciente. Para aqueles que não têm condições de interagir por meio do vídeo, são feitas chamadas telefônicas para que ouçam a voz dos familiares.

“Nas visitas virtuais procuramos proporcionar ao paciente e à sua família um momento de contato visual e/ou verbal, principalmente com o familiar que seja referência de cuidado para o paciente. Além do cuidado necessário por conta do aspecto orgânico do adoecimento, há o cuidado dos aspectos emocionais como um modo de promover a saúde mental e intervir sobre o sofrimento provocado pelo afastamento familiar”, explica a psicóloga.

Além das visitas virtuais, o serviço de Psicologia do HGWA proporciona atendimento presencial aos pacientes que necessitam de acompanhamento a partir da demanda espontânea ou da indicação feita pelas equipes multidisciplinares do Hospital. Os profissionais também acompanham os familiares por telefone.

(*)com informação do Governo do Estado do Ceará

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