Volta do sarampo ao Brasil reacende alerta sobre fake news contra vacinas

Foto: Thamires Oliveira

O sarampo voltou a registrar casos no Brasil, colocando a vacinação novamente no centro das medidas para conter a circulação do vírus. Até 30 de julho, o país havia confirmado 17 casos da doença em 2026. Enquanto o Ministério da Saúde reforça as ações de imunização, conteúdos falsos sobre vacinas também voltaram a circular nas redes sociais, o que pode prejudicar a adesão da população.

Apesar do aumento de casos de sarampo no Brasil, o Ceará permanece sem registros confirmados da doença em 2026. As últimas confirmações no Estado ocorreram em maio de 2022.

SARAMPO

Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pelo ar, principalmente por meio de tosse, espirro ou fala de uma pessoa infectada. Entre os primeiros sintomas estão febre, tosse, coriza e olhos avermelhados. Na sequência, aparecem manchas na pele, que geralmente começam no rosto e na região atrás das orelhas.

A doença pode provocar complicações, especialmente entre crianças, como pneumonia e inflamação no cérebro. A vacinação é a principal forma de prevenção. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Vacinação contra o sarampo

No calendário nacional de vacinação infantil, a tríplice viral é aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.

Em situações de maior risco de circulação do vírus, bebês de seis a 11 meses podem receber a chamada dose zero. Essa aplicação é considerada adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular.

Risco de transmissão

A preocupação com o retorno dos casos está relacionada à necessidade de manter altas coberturas vacinais. Como o sarampo apresenta elevada capacidade de transmissão, a presença de pessoas não imunizadas pode favorecer o surgimento de novas cadeias de contágio.

Além de reduzir o número de pessoas suscetíveis ao vírus, a vacinação contribui para proteger indivíduos que, por diferentes motivos, não podem receber determinados imunizantes.

Nos últimos anos, o Brasil registrou avanços na vacinação infantil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o número de crianças que não receberam nenhuma dose da vacina Penta caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, uma redução de aproximadamente 90%.

A manutenção desse avanço, no entanto, depende da continuidade das campanhas de vacinação e do acesso da população aos imunizantes, além do combate à desinformação sobre as vacinas.