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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Vox Populi aponta que o candidato do PT, Fernando Haddad (PT), lidera a corrida presidencial para as eleições de outubro, com 22% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PSL), com 18%, aparece em segundo lugar, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 10%, Marina Silva (Rede), com 5%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 4%.

Haddad foi escolhido pelo PT para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do partido. Lula, preso desde 7 de abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba, teve seu pedido de registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 votos a 1, em 1º de setembro.

A pesquisa feita pelo Vox Populi, e encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), confirma o poder de transferência de voto de Lula para o ex-prefeito de São Paulo, já que, quando Haddad é apresentado claramente como o candidato do ex-presidente, o petista alcança 22% de intenção de votos e assume a liderança na disputa.

O Vox Populi ouviu 2.000 eleitores em 121 municípios brasileiros entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança chega a 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o número BR-01669/2018.

Os outros candidatos

Jair Bolsonaro (PSL) aparece em segundo, com 18%. Ciro Gomes (PDT) registra 10%, enquanto Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB), aparecem com 5% e 4%, respectivamente. Brancos e nulos somam 21%.

O instituto tomou a decisão de associar Haddad diretamente a Lula no questionário, ao contrário das demais empresas de pesquisa. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, não se trata de uma indução, mas de fornecer o máximo de informação ao eleitor. “Esconder o fato de que o ex-prefeito foi indicado e tem o apoio do ex-presidente tornaria irreal o resultado de qualquer levantamento. É uma referência relevante para uma parcela significativa dos cidadãos. Chega perto de 40% a porção do eleitorado que afirma votar ou poder votar em um nome apoiado por Lula”.

Confira os números:

– Fernando Haddad (PT): 22%

– Jair Bolsonaro (PSL): 18%

– Ciro Gomes (PDT): 10%

– Marina Silva (Rede): 5%

– Outros candidatos: 5%

– Geraldo Alckmin (PSDB): 4%

– Ninguém/Branco/Nulo: 21%

– Não sabe/não respondeu: 16%

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira, 11, como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

O desconhecimento é maior justamente na parcela mais propensa a seguir a recomendação de voto de Lula, os mais pobres e menos escolarizados. De maio para cá, decresceu sensivelmente o percentual de brasileiros que afirmam não saber que o ex-presidente está impedido de disputar a eleição: de 39% para 16%.

Ainda assim, é em meio a este público que Haddad registra grandes avanços. Na comparação com a pesquisa de julho, mês no qual o PT ainda nutria esperanças de garantir Lula na disputa, o ex-prefeito passou de 15% para 24% entre os eleitores com ensino fundamental e de 15% para 25% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

Ciro é o menos rejeitado dentre os primeiros colocados

Ciro Gomes é o menos rejeitado (34%) entre os cinco candidatos mais bem posicionados. Haddad tem a segunda menor taxa, 38%. No outro extremo, com 57%, aparece Bolsonaro.

O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin.

Índice de Rejeição

– Jair Bolsonaro (PSL): 57%

– Geraldo Alckmin (PSDB): 52%

– Marina Silva (Rede): 50%

– Fernando Haddad (PT): 38%

– Ciro Gomes (PDT): 34%

O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial.

O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois.

Por fim, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores em relação ao ataque a Bolsonaro ocorrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. A maioria absoluta, 64%, associa a facada a um ato solitário de um indivíduo desequilibrado, “com problemas mentais”. Outros 35% acreditam tratar-se de um atentado organizado e planejado, com fins políticos.

A maior parte dos entrevistados (49% contra 33%) não crê que o episódio possa influenciar a decisão de voto dos brasileiros.

Com informações da Assessoria de Imprensa e Agências