As declarações recentes do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) animaram lideranças da oposição no Ceará e aumentaram as especulações sobre seu futuro político. Ao conceder entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, Ciro descartou disputar novamente a Presidência da República, deixando, segundo aliados, a porta aberta para uma candidatura ao Governo do Estado em 2026.
“Não quero mais ser candidato, não. Não quero mais importunar os eleitores”, disse Ciro, em tom categórico, reforçando que não pretende voltar a concorrer ao Planalto. A declaração foi interpretada como um sinal de que ele poderá voltar suas atenções para a política cearense.
CERTEZA DE FILIAÇÃO
Há poucos dias, o presidente estadual do PSDB, Ozires Pontes, prefeito de Massapê, declarou acreditar em “99% de chances” de Ciro ingressar no ninho tucano e disputar o Palácio da Abolição.
Ozires, que vem se consolidando como voz da oposição, aposta na candidatura de Ciro como única via capaz de enfrentar o grupo governista liderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT).
EMPOLGAÇÃO CONTIDA
Apesar da empolgação dos tucanos, Ciro não mencionou diretamente o PSDB nem confirmou articulações. Hoje filiado ao PDT, ele também é cortejado por lideranças do União Brasil, que vislumbram seu nome como peça central em uma frente de oposição para 2026.
Em Minas Gerais, onde participava de um evento acadêmico na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Ciro foi questionado sobre as eleições e reafirmou: não disputará mais a Presidência.
“Cada vez que me candidatei, eu tinha capacidade; sabia que dava conta de resolver o problema. Hoje, tenho dúvidas se alguém tem capacidade de resolver o tamanho do abacaxi que essa maluquice de Lula e Bolsonaro produziu no país”, expôs Ciro, gerando ânimo entre aliados no Ceará.
Ciro disputou sua quarta eleição presidencial em 2022, mas terminou em quarto lugar, com 3% dos votos válidos, atrás de Simone Tebet (MDB). Agora, a oposição cearense aguarda os próximos passos do pedetista.
