O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou, em um intervalo de apenas 24 horas, duas derrotas significativas no Congresso Nacional, retratando dificuldades na relação com o Legislativo.
No Senado, os parlamentares rejeitaram a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) — um revés considerado histórico e raro na política brasileira.
Já na sessão do Congresso, deputados e senadores derrubaram, nesta quinta-feira (30), o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Com a decisão, o texto passa a ter efeito, reabrindo o debate sobre as punições aplicadas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
A oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro comemorou os resultados, interpretados como vitórias políticas em um momento de pré-disputa eleitoral.
As derrotas consecutivas ampliam a pressão sobre o Palácio do Planalto, mostram os sinais de desgaste na articulação política do governo junto ao Congresso e apontam para novos embates entre Executivo e Legislativo,
