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De natureza crônica, a hidradenite supurativa é enfermidade que acomete o folículo piloso – estrutura na qual é produzido o pelo -, provocando dor, supuração e mau odor. O diagnóstico precoce pode ser obtido na rede de atenção básica e nos locais de pronto atendimento. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, doença pode ser controlada, informam especialistas.

A Hidradenite Supurativa é bastante dolorosa, manifestando-se por nódulos inflamatórios, abcessos e fístulas nas grandes dobras da pele – como axilas, virilha, mamas, nádegas – e em áreas de atrito de pele, como parte interna das coxas. Também conhecida como acne inversa, causa dor, supuração e mau odor, gerando grande impacto negativo na rotina e saúde psicológica do paciente, que pode enfrentar preconceitos e estigma social. Afeta três vezes mais mulheres do que homens, principalmente nas axilas, virilha e região das mamas. Já nos homens, a maior frequência é na região dos glúteos, nuca e atrás da orelha. Iniciando na puberdade, sua atividade decresce após os 50 anos de idade, aproximadamente 1. Em ambos os sexos, também pode se manifestar, ocasionalmente, somente por lesões únicas, que podem desaparecer de forma espontânea.

As causas da doença não são totalmente conhecidas. Acredita-se que possa resultar de uma resposta anormal do sistema imunológico, determinada por uma predisposição genética, e ter como “gatilhos” desencadeadores vários fatores, tais como o sobrepeso e o tabagismo. Em pessoas predispostas, a hidradenite surge com uma inflamação no folículo piloso, estrutura que produz os pelos do corpo. As bactérias que vivem na pele agravam o processo, que se amplia e atinge os folículos próximos.

“Os surtos sucessivos da doença formam áreas que não desinflamam por completo e se intercomunicam, provocando nódulos endurecidos, abscessos, fístulas e cordões fibrosos, responsáveis pela comunicação entre as lesões. A evolução do quadro, com recorrência das lesões, também pode levar cicatrizes graves e deformantes, bem como à limitação dos movimentos. Pela aparência das lesões e odor, a hidradenite tem consequências sérias sobre vida social dos pacientes. A boa notícia é que a doença pode ser controlada, e, quanto mais precoce o diagnóstico e intervenção terapêutica, melhor o prognóstico para o paciente”, afirma Dr. Heitor de Sá Gonçalves, Dermatologista e Doutor em Farmacologia .

A Hidradenite Supurativa pode associar-se a comorbidades ou complicações graves como fístulas na uretra, bexiga ou reto; pioderma; artrite; infecções como erisipelas, abscesso epidural, osteomielite sacral; obstrução linfática, linfedema, anemia, hipoproteinemia, amiloidoses, carcinoma celular escamoso, depressão e suicídio2.

O diagnóstico da hidradenite é baseado na apresentação clínica da doença, que inclui lesões caraterísticas em locais específicos e a recorrência de surtos. Estudos apontam que o tempo entre o início da doença até o diagnóstico pode ser superior a sete anos.

“A identificação precoce é importante para evitar o agravamento do quadro e melhorar a qualidade de vida do paciente. Além de terapias medicamentosas, o tratamento pode incluir cirurgia, em casos mais severos, de remoção cirurgica das fístulas. Recomenda-se ao paciente a adoção de hábitos saudáveis como não fumar, evitar o sobrepeso, aliados importantes no controle das manifestações da doença”, afirma Dr. Heitor.

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