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O governo e oposição realizaram sucessivas reuniões para traçar estratégias com relação a votação da denúncia contra o presidente Temer. A maior dúvida é se haverá, ou não, quórum suficiente para que o Plenário conclua a votação nesta quarta-feira.

A presença de parlamentares da oposição é fundamental para dar andamento à sessão, já que a votação só pode começar com 342 nomes registrados em Plenário. Mas a oposição só concorda em votar a proposta quando quase todos os 513 deputados estejam presentes.

Vice-líder do governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse estar confiante, mas reconheceu, no entanto, que o quórum é incerto. Outro vice-líder governista, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi incisivo e disse que o parlamentar da base aliada que votar contra Temer sofrerá retaliações, como a perda de cargos e se for do PMDB poderá ser expulso.

Pela oposição, o deputado Chico Alencar (Psol-RS) avaliou que nenhum dos lados conseguirá o apoio de 342 deputados.  O líder da Minoria, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o quórum em Plenário é responsabilidade do governo e que a oposição se empenhará para garantir 342 votos favoráveis à autorização. Segundo ele, PT, PCdoB, PDT e Psol também vão fazer obstrução para mudar o rito de votação previsto.