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Após a prisão do empresário Jacob Barata Filho, sócio de várias empresas de ônibus no Rio, na noite desse domingo (02), enquanto tentava embarcar para Lisboa, em Portugal, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) realizaram, na manhã desta segunda-feira (03), uma operação contra a cúpula dos transportes que atua na cidade. A ação, uma nova fase da Lava Jato, investiga pagamento de R$ 200 milhões de propina para políticos e fiscais e visa cumprir nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Ação conta com cerca de 80 policiais federais e parte dos agentes estiveram na Lagoa, Zona Sul, na porta do prédio de Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro). Contra ele foi cumprido um mandado de prisão. Rogério Onofre, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), também foi preso, só que em Florianópolis, Santa Catarina.

Batizada de “Ponto Final” a nova fase da operação tem como base as delações de Jonas Lopes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e do doleiro Álvaro Novis. Ela busca desarticular organização criminosa que atuava no setor de transportes urbanos do Estado do Rio de janeiro.

A operação desta segunda-feira foi antecipada por conta da prisão do empresário Jacob Barata Filho. Ele, que é herdeiro de Jacob Barata, empresário conhecido como o “Rei dos Ônibus” no Rio, estava na sala de embarque do Aeroporto Tom Jobim, onde se preparava para embarcar para Portugal.

A assessoria de imprensa do empresário informou que Jacob Barata Filho faria uma viagem de rotina para Portugal, “onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais. A defesa do empresário irá se pronunciar assim que tiver acesso aos autos do processo”.