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Os advogados de Temer ganharam fôlego com o áudio de quatro horas que provocou um terremoto no caso JBS. A gravação de um longo bate papo de Joesley Batista, principal acionista do grupo, com o executivo Ricardo Saud, mostra articulações que poderiam incluir até uma investida a ministros do Supremo Tribunal Federal.

A defesa do presidente alega que, nessa conversa, Saud disse a Joesley que Janot ‘iria ou irá trabalhar’ no mesmo escritório onde foi atuar o ex-procurador Marcelo Miller. Hoje advogado, Miller trabalhou por três anos no gabinete do procurador-geral e conduziu acordo de leniência da J&F, controladora da JBS.

Em outro trecho da petição, a defesa assinala. “O ex-procurador da República Marcelo Miller, que era membro da força-tarefa da Lava Jato e braço direito do procurador-geral da República, deixou o Ministério Público Federal para trabalhar justamente em escritório de advocacia contratado para conduzir o acordo leniência da J&F, mesma banca em que o dr. Rodrigo Janot iria ou irá trabalhar, conforme relatado por Ricardo Saud em uma das gravações.”

Os defensores do presidente insistem para que o Plenário do Supremo julgue imediatamente recurso – agravo regimental – na arguição de suspeição de Janot. Em outras incursões ao Supremo contra Janot, os advogados do presidente se reportam expressamente a uma declaração do procurador – em julho, indagado sobre como agiria até o final de seu mandato, a expirar no próximo dia 17, Janot disse que ‘enquanto houver bambu lá vai flecha’. A estratégia de Temer é escapar de uma nova flechada do chefe do Ministério Público Federal.

 

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