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Ameaça de alta abstenção! Sem uma campanha mais intensa nas ruas, cientistas do âmbito político conjecturam que muitos eleitores estão desmotivados para ir as urnas no primeiro turno. Além da pandemia que deixa muitos atemorizados pelos riscos de contaminação, a ausência de grandes mobilizações afeta o entusiasmo do eleitorado. O assunto foi colocado em pauta dentro do Bate-Papo político desta sexta-feira, 23, no Jornal Alerta Geral.

“Uma das grandes angústias dos candidatos neste momentos há 23 dias das eleições municipais é justamente essa expectativa sobre a presença massiva dos eleitores no dia 15 de novembro. Expectativa gerada a a partir dessas condições sanitárias do país adversas para muitos eleitores se deslocarem de casa para irem aos locais de votação e democraticamente exercerem esse direito de votar, de escolher os candidatos a prefeito e vereador”, pontua o jornalista Luzenor de Oliveira

Beto Almeida destaca que o eleitor sempre se motiva quando está faltando 15 dias para a data do pleito, o dia do votação. “Só que esse ano as normas sanitárias impostas pela Covid tirou da campanha aquilo que ela tem de melhor, que é exatamente a espontaneidade das pessoas nas ruas, é o abraço, são aqueles movimentos de aglomeração que fazem parte do próprio processo, da própria democracia, sem isso, de fato uma campanha eleitoral fica morna. Ela tira do eleitor aquela motivação maior”, diz Beto.

O jornalista ainda destaca que os mais afetados serão os vereadores, que estão mais preocupados porque já estão sendo prejudicados devido ao fim das coligações proporcionais e precisam trabalhar com mais intensidade dentro dos bairros nos municípios para convencer o eleitor a sair de suas casas. “Um eleitor que tá num grupo de risco, que tem mais 60 anos, qual é a motivação que ele vai ter pra correr algum risco, pra ir na sessão e votar?”, questiona o Beto Almeida.

“Rede social não faz uma campanha, não é algo que você possa medir a temperatura de uma campanha política o envolvimento apenas por redes sociais, não dá pra pegar o único exemplo do Bolsonaro em 2018 e achar que aquilo vai servir de parâmetro pra todos os demais, não é , aquilo ali foi um caso isolado, a eleição pede, principalmente uma eleição municipal, onde as decisões estão muito próximas do eleitor, o eleitor e o candidato eles vivem num ambiente muito mais próximo, vivem numa mesma cidade, as vezes até no mesmo bairro, as vezes são vizinhos, e as pessoas precisam realmente ter esse feedback, esse retorno, coisa que o atual momento não deixa” afirma Beto.

Luzenor salienta que as nas pequenas cidades onde há apenas dois candidatos polarizando a corrida pela prefeitura, configura-se um tensionamento que acaba por gerar uma motivação maior, mas nas cidades maiores, com muitos candidatos, o desafio é diferente. E no que se refere às Câmaras Municipais é provável que haja uma grande renovação e uma baixa votação para os vereadores, existindo assim poucas candidaturas com alto número de votos.

Em seguida, Beto afirma diz que e eleição é um momento único que o eleitor tem de dizer sim e que ninguém de bom senso prefere ficar distante do poder que tem o eleitor. “É o momento único que ele encontra pra mudar as vezes uma realidade que ele enfrenta no dia a dia, da insatisfação que ele tem por exemplo com os representantes e você só faz isso por meio do voto.

Por fim, Luzenor de Oliveira ressalta que o Tribunal Superior Eleitoral determinou que os eleitores com mais de 60 anos terão prioridade na hora de votar e o horário das 07h as 10h da manhã está reservado prioritariamente para esse público. Além dessa ação, o órgão também vai aumenta o tempo de votação e fixar normas rígidas de distanciamento social, bem como a obrigatoriedade do uso de máscaras a fim de que os eleitores sintam-se mais seguros para ir exercer o ato democrático.

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