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O União Brasil, com um fundo eleitoral estimado em R$ 850 milhões e o maior tempo de propaganda no rádio e na televisão, é a sigla mais cobiçada pelos presidenciáveis para um aliança no primeiro turno das eleições de 2022. O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, sonha com a vaga de candidato a vice-presidente e, com grande poder de barganha, tenta viabilizar um nome como alternativa a Lula e Bolsonaro.

Bivar conversou com os presidenciáveis Sérgio Moro e Ciro Gomes e, na agenda, tem nova reunião com o tucano João Doria que, nesse momento, enfrenta resistência dentro do PSDB para manter a pré-candidatura ao Palácio da Abolição.


Doria sente a sombra do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que, mesmo derrotado nas prévias do partido, continua sendo a esperança de união dos tucanos com outras agremiações para construir a candidatura de terceira via. Essa construção só será possível se Doria declinar da candidatura.
O governador de São Paulo classifica como ‘golpe’ o movimento dos tucanos que querem tirá-lo da corrida presidencial, mesmo estando legitimado após vencer as prévias de outubro do ano passado. Com apenas 2% das intenções de votos, Doria estancou e os tucanos os veem como um candidato inviável dentro e fora da terceira via.


Hoje, os pré-candidatos do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e do PL, Jair Bolsonaro, que irá concorrer à reeleição, polarizam a disputa pelo Planalto, deixando, porém, uma fatia dos eleitores na orfandade. É essa fatia de eleitores que os pré-candidatos elegem como terceira via, que não querem Lula, nem Bolsonaro.

Após reunião com Luciano Bivar, o presidenciável Ciro Gomes disse, em declaração publicada pelo Jornal O Globo, edição desta terça-feira, que avalia “com muito ceticismo” a viabilização de uma aliança de terceira via. ‘’ Penso em uma composição, mas penso com muito ceticismo. O que passa na cabeça do Moro sobre a Petrobras, sobre o salário das pessoas, sobre juros e crediário… É água e óleo. Não combina. Primeiro porque ele não sabe nada disso, segundo que repete um ideário reacionário, que é o Bolsonaro’’, disse Ciro, ao reafirmar críticas ao ex-juiz da Lava Jato.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, também, em declaração ao Jornal O Globo, falou sobre as conversas com o União Brasil e disse ter “alianças em estados estratégicos” com o partido. PDT e União estarão juntos, segundo ele, no Maranhão, na Bahia e, “provavelmente no Ceará”, além de Mato Grosso e Goiás. Ao se referir ao Ceará, Lupi esqueceu que o União Brasil está nas mãos do líder da oposição deputado federal Capitão Wagner, que é pré-candidato ao Governo do Estado.

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