O Governador Elmano de Freitas (PT), ao lado da secretária da Proteção Social, Onélia Santana, entregou, nesta quinta-feira (16), em Fortaleza, o primeiro lote de tíquetes do ‘Vale Gás’ em 2023.

Prefeitos e representantes dos 184 Municípios do Ceará participaram da solenidade para receber os tíquetes que serão distribuídos entre as pessoas cadastradas no programa de enfrentamento à pobreza.

O Orçamento de 2023 do Governo do Estado prevê investimentos da ordem de R$ 193 milhões para atender, com as ações de combate à fome, 200 mil famílias. Somente com a distribuição de botijões de gás, serão investidos, de acordo com Elmano de Freitas, R$ 64 milhões.

VALE GÁS, EXEMPLO PARA O BRASIL

O ‘Vale Gás Social’, segundo Elmano de Freitas, é um exemplo para o Brasil em termos de combate à pobreza. Elmano considera o gás como item essencial para as pessoas se alimentarem.

‘’As pessoas carentes não tem como comprar o gás e, sem o gás, não tem como fazer a comida’’, disse Elmano, para justificar os investimentos do Governo do Estado para dar mais dignidade aos mais de 200 mil cearenses que passam a ser contemplados com o ‘Vale Gás’ nas cidades da Grande Fortaleza e do Interior do Estado.

Criado na gestão do então Governador Camilo Santana (PT), o ‘Vale Gás Social’ foi uma das ações sociais mais exitosas no enfrentamento da fome e se transformou em política pública no Ceará.

Segundo o Governo do Estado, o ‘Vale Gás Social’ integra o Programa Mais Infância Ceará e é uma das ações de combate à fome para famílias em situação de vulnerabilidade social. Em fevereiro, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei assinado pelo Governador Elmano de Freitas que instituiu o Programa “Ceará Sem Fome”. O programa será bancado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop).

FAMÍLIAS BENEFICIADAS


O Programa “Ceará Sem Fome” terá três importantes frentes. A primeira é a distribuição de um cartão alimentação, que avaliará critérios, como famílias cadastradas no CadÚnico que atendem às normas de entrada no Bolsa Família, mas que estão em fila de espera; famílias que mesmo recebendo o benefício possuem renda insuficiente para alimentação ou com rendimento per capita com transferência de até R$ 168; famílias chefiadas por mulheres com baixa escolaridade ou com criança e adolescente de até 14 anos.


A segunda iniciativa é a criação de Unidades Sociais Produtoras de Refeição (USPRs), que tem o propósito de firmar parcerias com organizações da sociedade civil sem fins lucrativos envolvidas no combate à fome e unidades produtoras de refeição para fazer chegar alimento à mesa de cearenses em situação de pobreza e de extrema pobreza. A meta é de 100 mil pessoas atendidas com uma estimativa de mil USPRs, que deverão, cada uma, atender 100 pessoas por dia.


A terceira frente trata-se da distribuição de itens de gênero alimentício, de higiene e limpeza, entre outros. A arrecadação ocorrerá mediante a realização de um grande pacto, que integrará não só o poder público, mas também a própria sociedade civil e todos com grande potencial de contribuir, a seu modo, no combate à fome em todo o estado.

(*) Com informações do Governo do Estado