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A movimentação do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), que começou o ano como o fato novo na corrida pré-eleitoral ao Palácio do Planalto, terá reflexo no cenário das eleições no Ceará. Com uma agenda de visitas aos Estados e, também, ao exterior, Maia ganhou articuladores políticos para aproximá-lo ainda mais de siglas que poderão construir a coligação com o DEM que o permitirá viabilizar a candidatura à Presidência da República.

Duas siglas – PP e Solidariedade, estão no radar do DEM e, se fecharem um acordo nacional, a aliança terá reflexos nos rumos dos três partidos no Ceará. Hoje, o Solidariedade faz oposição ao Governo do Estado, enquanto o DEM e o PP estão  sintonizados com a administração Camilo Santana (PT). Os dois partidos estão na base de apoio ao Governo do Estado e entram na lista de agremiações que irão apoiar à reeleição de Camilo Santana.

Dirigido pelo deputado federal Genecias Noronha, o SD integra o bloco de oposição puxado pelo PSDB, PSD e PR ao Governo do Estado. O grupo de siglas insiste para o senador Tasso Jereissati concorrer à sucessão de Camilo Santana, mas o tucano já mandou avisar que está fora dessa agenda. A candidatura de Rodrigo Maia à Presidência da República pode tirar o SD da aliança com o PSDB, que hoje tem o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Maia já antecipou aos aliados que, no dia 28 de fevereiro, fará o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

As articulações de Maia para uma possível candidatura à Presidência têm apoio do PP e do Solidariedade, legendas que fazem parte do bloco de partidos do centrão e que dão apoio ao governo do presidente Michel Temer no Congresso. Há poucos dias, em entrevista ao Jornal O Globo, Rodrigo Maia disse que o seu nome está sendo cogitado porque há um cenário de “deserto na política” e uma “avenida aberta” para alianças que busquem vencer as eleições.