Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

A articulação do PSDB para lançar a candidatura de Tasso Jereissati à Presidência da República na hipótese de uma eleição indireta causou mal-estar com o DEM, irritou o PMDB e já é questionada até por tucanos. Os aliados avaliam que Tasso, presidente interino da sigla, avançou o sinal ao promover na terça-feira passada, em São Paulo, uma reunião com o governador Geraldo Alckmin, o prefeito João Doria e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – todos correligionários – para discutir o assunto.

Pegou mal

No dia seguinte ao encontro, que ocorreu no apartamento de FHC em São Paulo, Alckmin “lançou” Tasso ao dizer publicamente que ele e o ex-presidente “são os grandes nomes” em uma eleição indireta no caso de interrupção do mandato de Michel Temer. A iniciativa foi mal recebida no Congresso.

Nome de consenso

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), telefonou para Tasso e pediu para que eles fizessem um esforço conjunto para um entendimento entre os dois partidos. Ouviu como resposta de Tasso que ele não seria candidato. Ambos reafirmaram que atuarão juntos na crise e tentarão encontrar um nome de consenso da base aliada para a eventualidade de queda do presidente, seja por renúncia ou cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Diretas já

Em outra frente, deputados do PMDB leais ao Planalto ameaçam até adotar a bandeira das “diretas” na bancada se os tucanos não recuarem do movimento de lançar Tasso à Presidência. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que a escolha de um eventual sucessor de Temer ocorra por meio de eleições diretas é defendida pelos partidos de oposição. Governistas avaliam que ao articularem abertamente o pós-Temer, os tucanos enfraquecem a posição do presidente diante da opinião pública.

Lealdade premiada

Há outra hipótese é o PMDB lançar um candidato próprio se o PSDB insistir em se movimentar sozinho. Para o deputado Carlos Marun, que integra a tropa de choque de Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “ganhou pontos” com a base em caso de eleição indireta por estar sendo leal ao presidente. “Maia tem mantido uma postura de absoluta lealdade. Além de ser muito discreto, tem promovido ações positivas.”

Sem força

Outra ala tucana avalia que o partido não tem força para impor um nome ao Colégio Eleitoral, que é formado por deputados e senadores. “O PSDB tem 10% do Colégio Eleitoral. Ou seja: a chance é pequena. O mais aconselhável é liderar as reformas e se preparar para a eleição de 2018”, disse o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB.

Na surdina

Reservadamente, deputados tucanos dizem que Tasso deve ser lançado à Presidência apenas para marcar posição. Eles lembram que na eleição direta os votos da Câmara, com 513 deputados, serão majoritários no Colégio Eleitoral. A bancada do PSDB na Câmara se reúne com Tasso nesta semana para discutir o assunto. Parte dos deputados ainda insiste que o partido entregue os cargos no governo.

Conterrâneo de fé

O deputado federal Ronaldo Martins, presidente estadual do PRB, não só defende como promete votar no senador Tasso Jereissati para presidente da República, no caso de uma eleição indireta feita pelo Congresso Nacional. O parlamentar lembra que o tucano é um cearense, um ficha limpa que nunca se envolveu em qualquer tipo de ilícito no País.

Vida longa ao TCM

Ponto para Domingos Filho e Eunício Oliveira. Senado aprova, em primeiro turno, PEC que garante funcionamento do TCM do Ceará. Na verdade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 02/17), de autoria de Eunício, torna todos os Tribunais de Contas órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública. Mas, na prática, a mudança garantirá o funcionamento do TCM do Ceará, objeto de PEC na Assembleia Legislativa que pedia a sua extinção, por retaliação política dos irmão Ferreira Gomes contra Domingos Filho.

Sobrou para o Heitor

“O novo projeto do deputado estadual Heitor Ferrer de extinguir o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará é uma agressão à decisão da Suprema Corte de Contas e do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que está em vigor uma decisão da Ministra Carmem Lúcia (presidente do STF)”.  A crítica é do presidente da entidade, Domingos Filho, na ma drugada de ontem, antes de embarcar para a Brasília, onde acompanhou a aprovação da PEC da emenda de Eunício Oliveira, com apoio Tasso Jereissati e José Pimentel, e mais de cinquenta senadores.

Negativo!

Odorico Monteiro contestou declarações de que teria passado a perna no colega Danilo Forte para presidir no Ceará o PSB. E justificou: o cargo estava vago, fui convidado pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, aceitei, como presidente estadual, comandar e fortalecer a legenda para enfrentar as eleições de 2018. Então tá…

Tudo como dantes: o velho carro-pipa

O comandante da 10ª Região Militar, general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, fez, durante o segundo expediente da sessão plenária de terça-feira (30), uma explanação sobre o funcionamento da Operação Carro-Pipa no Ceará. O militar informou que a operação contempla 88 municípios cearenses, atendendo a cerca de 600 mil habitantes. “Isso muda a cada mês, de acordo com a estiagem”, comentou. Há ainda 1.229 pipeiros prestando o serviço. “É uma operação complexa e integrada”, enfatizou. Ele ressaltou que o planejamento da operação cabe ao Ministério da Integração Nacional.

Transposição: só com autorização do Planalto

A visita atendeu a convite do presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), que defendeu que o Exército assuma as obras da transposição do rio São Francisco e conclua o trecho que vai trazer água ao Ceará. “Queremos que a água chegue, como chegou à Paraíba e a Pernambuco”, solicitou, Na avaliação do deputado, o Exército poderia concluir o projeto mais rápido que as empreiteiras. Segundo o general, a corporação teria condições de assumir as obras, desde que fosse autorizado pelo Governo Federal.

Bebidas não alcoólicas

O crescimento acumulado de empregos na indústria de bebidas não alcoólicas é maior do Nordeste do que a média nacional. Entre 2006 e 2015, o setor registrou aumento de 58,3% nos postos de trabalho no Brasil e 67,1% no Nordeste. No Ceará, o crescimento é de 60,17% no período. Os dois estados do país que mais se destacam são Sergipe (crescimento de 348,3%) e Piauí (134,8%) e sinalizam descentralização maior da produção. Todos os estados da Região, à exceção da Paraíba, registram aumento acima de 40%.

Pequeno porte

Ceará e Pernambuco têm maiores quantidades de estabelecimentos e vínculos na indústria de bebidas não alcoólicas e ocupam o segundo e o terceiro lugares no ranking nacional. A análise é do Etene, órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. A indústria de bebidas não alcoólicas na Região concentra 33,2% dos estabelecimentos e 26,3% dos empregos. O percentual de empregos menor que o de estabelecimentos revela que as empresas nordestinas são, em grande maioria, de pequeno porte, segundo a pesquisa. A estimativa é que o crescimento no setor seja moderado nos próximos anos, em torno de 3% ao ano até 2021.

Pedra sobre pedra

Sindicato da Indústria de Mármores Granitos do Ceará tem, nos últimos anos, fomentado atividades do setor. Carlos Rubens Alencar, presidente do sindicato, explica que é essencial promover e desenvolver o Estado, tornando-o atraente para novos empreendimentos, e, ao mesmo, gerar mecanismos para incentivar a industrialização do setor de mármores e granitos, atualmente transportados para o Espírito Santo, maior exportador do País.

Pedra sobre pedra 2

Com este propósito, a Fortaleza Brazil Stone Fair, criada em 2015 e chega este ano a sua terceira edição. A exposição internacional acontece entre os dias 1 e 3 de junho no Centro de Eventos do Ceará e traz mármores, granitos, limestones, pedras laminadas, máquinas, equipamentos e insumos da cadeia produtiva das rochas ornamentais e de revestimento. A feira abrange toda a cadeia produtiva, indo dos produtores até os especificadores do produto (arquitetos, designers e decoradores). Na programação, palestras e ações relacionadas ao tema.

Sinergia

Para esta edição, a feira deseja melhorar e aumentar a sinergia com os profissionais de arquitetura, indo além dos aspectos estéticos e decorativos. “Diante disso, durante o evento teremos palestras destinadas aos profissionais de engenharia e arquitetura, abordando o uso de rochas. Eles também poderão conhecer uma grande variedade de rochas exóticas ainda pouco conhecidas no Brasil”, completa Carlos Alencar.