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Familiares do líder indígena da etnia Pitaguary Maurício Alves Feitosa, de 45 anos, que foi espancado e o corpo incendiado com gasolina dentro de casa afirmaram nessa segunda-feira que o crime teve motivação política. A agressão ocorreu na madrugada de domingo em Maracanaú, na Grande Fortaleza.

Segundo a irmã de Maurício, Maria da Conceição Alves, a família faz parte da liderança indígena da área da região. A agente indígena de saúde Ana Checia Sousa afirmou que as terras dos Pitaguary sofrem com a especulação por parte de empresários e que há muito tempo as terras estão sendo retalhadas.

O estado de saúde do indigena é estável, segundo a irmã. O caso é investigado pela Polícia Federal por se tratar de um indígena, protegido por um órgão federal, a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O líder indígena foi espancado e incendiado com gasolina dentro de casa. Ele sobreviveu e recebe atendimento no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. aurício Alves é irmão de Ceiça Pitaguary e juntos participam de protestos e manifestações em prol de direitos indígenas.

Em março deste ano, eles lideraram a ocupação da Funai em Fortaleza em protesto contra a demissão de servidores e a indicação política para cargos no órgão. Em março de 2014, Ceiça Pitaguary sofreu também sofreu agressões. Ela foi agredida com golpes de facão, que causaram lesões nos braços e na cabeça.

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