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Mesmo correndo o risco de uma derrota, o Palácio do Planalto decidiu, em acerto com a equipe econômica, pôr a Reforma da Previdência para votação no plenário da Câmara. Com a repercussão extremamente negativa do mercado financeiro à fala do presidente Michel Temer de que a reforma poderia não avançar, a avaliação nesse momento é que pior do que ser derrotado na votação seria desistir da reforma.

As modificações do texto do substitutivo do relator Arthur Maia serão feitas no plenário. Uma nova reunião nesta quarta-feira, 8, às 19h vai dar início de fato às negociações. O governo quer definir com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-BA), um cronograma de votação em primeiro turno. O governo também vai reforçar a comunicação e mostrar que a proposta é essencial.

O argumento será de que, se a proposta não for aprovada agora, todos os pontos, inevitavelmente, voltarão para a agenda logo depois das eleições, como maior custo para as contas públicas, principalmente por causa do teto de gastos. Fontes credenciadas informaram que não há intenção do governo de retirar os gastos da Previdência do teto de gasto.

Como mostrou na terça-feira, 7, o Estadão/Broadcast, o entendimento é que é melhor insistir na articulação política nas próximas duas semanas para garantir a votação e construir apoio na base de sustentação do governo para a aprovação da reforma. Uma fonte da área econômica destacou ao que a reação do mercado mostrou que a não aprovação da reforma não estava na conta.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem destacado nas reuniões que deixar a reforma para depois pode comprometer a retomada do crescimento.