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Consenso entre os senadores e representantes da Justiça Eleitoral, o adiamento das eleições municipais de 2020 deve ser votado nesta terça-feira (23) por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2020. Após discutirem a questão nessa segunda-feira com especialistas da área jurídica e da saúde, os senadores se preparam para colocar o texto em votação no primeiro turno, embora ainda haja muita divergência sobre as novas datas para realização do pleito.

Dentro do Bate-Papo político, os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida repercutiram o assunto. No momento, duas propostas estão analisas pelos parlamentares no Senado, a saber, uma que propõe a eleição para ser realizada entre nos dais 15 de novembro e 6 de dezembro e outra que disciplina o primeiro turno para que seja feito somente no dia 6 de dezembro. Muitas questões ainda envolvem a decisão e por isso geram divergências.

“Nós não temos de fato segurança em relação ao quadro sanitário, ao quadro de saúde da Covid-19, a segurança jurídica do pleito e a segurança de saúde da população, tanto de quem vai votar, como também dos candidatos”, diz Luzenor de Oliveira ao afirmar que as questões sanitárias ainda precisam ser muito avaliadas em meio a toda essa discussão sobre o as eleições ocorrerem em novembro e dezembro. Para o jornalista Beto Almeida, é preciso pensar naqueles que estão na faixa de risco:

“Como é que essa faixa de candidato vai ter segurança pra sua saúde de ficar indo na busca de voto, isso é uma eleição municipal, não adianta dizer que a eleição vai ser apenas uma eleição virtual, com campanha pela internet, com tudo pela internet. Essa é uma realidade das capitais? Pode ser. É uma realidade dos municípios maiores ? Pode ser. Mas os municípios menores é o contato, é a cavalgada, a participação de caminhadas, é o contato mesmo com o povo”

Ao comentar o fato de que muitos questionam a eficácia de se adiar as eleições em 45 dias, se isso seria realmente algo suficiente para afastar qualquer possibilidade de contaminação pela Covid-19. Ele diz que pra quem acompanha a vida política, sabe que o contato é algo inerente: “Não dá pra fazer campanha eleitoral e se buscar votos sem reunião, sem mobilização, sem passeata, sem carreata, sem os almoços, os jantares, os cafés da manhã e assim por diante, tem que ter reunião”.

Além disso, Luzenor pontua a questão econômica onde muitos condenam o gasto de 3 bilhões e 250 milhões de reais com as eleições, haja vista a realidade de retração econômica causada pelo coronavírus. Pensando nisso, o ministro Luis Roberto Barroso defende o alargamento do período eleitoral para que não ocorra somente em dois dias seguidos, a fim de que se evite os gastos de pelo menos R$ 191 milhões com alimentação dos mesários. O ministro diz que o melhor seria estender para o mês de novembro, totalizando um período de 4 meses.

Para o jornalista Luzenor de Oliveira, esse prolongamento deixaria a eleição “mais onerosa, mais cansativa e com mais riscos de contaminação pelo coronavírus”. Além disso, há o questionamento a segurança do voto, tendo em vista que as urnas ficariam por longos períodos na seção eleitoral e isto poderia levar a muitos questionamentos sobre fraudes e manipulações. “Será que teremos mesmo a segurança que todos aqueles que estão trabalhando e que estão fazendo funcionar o pleito?“, questiona Luzenor.

Por fim, Beto Almeida ainda destaca o fato de que a mudança no pleito eleitoral também mexe com os pré-candidatos que trabalham na área de comunicação, os quais terão de abandonar seus microfones. Diante disso, os senadores correm contra o tempo para realizarem a mudança na constituição sobre as eleições até o dia 30 de junho.

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