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O retrato da crise hídrica no Ceará se revela no baixo volume de água acumulada nos açudes e barragens do estado. O cenário preocupante e as ações desenvolvidas pelo governo para mudar essa situação foram os temas que nortearam a conversa entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida na entrevista com o Secretário de Recursos Hídricos do Estado, Francisco Teixeira, no Bate Papo Político do Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (19).

Francisco lamenta que a situação hídrica no Ceará não tenha tido muitas mudanças nos últimos 5 anos. Mesmo com o baixo volume atual de água nas reservas hídricas do estado, o secretário ressalta que já houve momentos piores.

“Estamos com 16% das nossas reservas hídricas. Claro que já estivemos pior, há 2 anos, por essas mesma época, por esse mesmo mês chegamos a estar com 6% das nossas reservas, estamos com 10% a mais, mas é muito pouco”, afirma Francisco Teixeira.

O secretário pontuou que antes da grande seca que vem atingindo o Ceará, o estado chegava a ter cerca de 20% a 25% das reservas neste período do ano. Diante do comparativo entre a situação anterior e a realidade atual do estado, Francisco afirma que “nós nunca passamos por uma seca tão severa quanto essa”.

Segundo ele, os 3 maiores reservatórios de água do Ceará, que quando cheios, representam cerca de 60% da oferta hídrica do estado se encontram com baixos volumes de água. O Castanhão conta com apenas 3% de sua capacidade preenchida, o Orós com 6% e o Banabuiú com pouco mais de 6%.

“Portanto, é muito pouca água, principalmente para a região do nosso sertão, hoje temos um interior urbanizado. Não temos mais aquele sertão cearense que predominava a população rural. Hoje temos cidades de um certo porte no interior do estado, atendidas com água encanada, portanto a população consome muito mais água do que no passado”, acrescenta o secretário.

Resumindo a situação hídrica do Ceará, Francisco ressalta que em função das chuvas dos últimos 2 anos, principalmente deste ano, onde as chuvas se concentraram mais na área do norte e no litoral do estado, há uma razoável regularidade de oferta hídrica nas regiões mais litorâneas. O secretário ainda ressalta que a regiões do estado que geram maior preocupação são o Sertão de Crateús, sertão dos Inhamúns, Alto Jaguaribe e a Bacia do Banabuiú.

Diante das baixas reservas, o governo do estado recorreu a outras medidas para garantir uma maior oferta de água para população. Como exemplo dessas medidas, Luzenor destaca a perfuração de poços profundos e indaga o secretário sobre a quantidade de poços perfurados no estado nos últimos anos.

Francisco Teixeira responde que a Sohidra (Superintendência de Obras Hidráulicas), responsável pela execução de poços e de outras obras hídricas no Ceará, construiu, em seus 32 anos de funcionamento, 14 mil poços, desses, 8 mil foram construídos a partir do ano de 2015, o equivalente a cerca de 60% do total de poços edificados em apenas 4 anos.

O secretario ainda acrescenta que as adutoras, construídas com a ideia de atender à emergências hídricas, estão se tornando definitivas. “Tem que ter um projeto de adensamento de adutoras no território, que é o Malha D’água, que nós vamos começar, se Deus quiser, para o ano, para poder a gente ter maior resiliência, maior resistência às secas tão longas e tão severas como essa”, afirma Francisco.

Confira na íntegra a entrevista com o Secretário de Recursos Hídricos do Estado do Ceará, Francisco Teixeira:

 

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