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Os cinco países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terão um plano de ação conjunto para a área da cultura. Aprovado durante a 2ª Reunião de Ministros da Cultura dos Brics, nesta quinta-feira (6), o plano é válido para o período 2017-2021 e aproxima a produção cultural das nações participantes.

O acordo vai promover cooperação técnica e intercâmbio em ações como preservação de livros raros, funcionamento de bibliotecas digitais, compartilhamento de documentos, produção jornalística e realização de feiras e festivais. Está previsto, ainda, o estímulo à tradução e à divulgação de livros, bem como à proteção, à preservação e à restauração de patrimônio histórico.

Foram definidos quatro eixos de ações conjuntas: cultura e artes; patrimônio cultural; indústria cultural; e biblioteca, mídia, publicações e arquivo. Foram assinadas também cartas de intenções para a criação de quatro Alianças Brics: de Museus, de Bibliotecas, de Teatro Infantil e de Museus de Arte e Galerias Nacionais.

Uma das principais preocupações do plano é o combate ao tráfico ilícito de bens culturais. O Brics deve assinar, ainda, um acordo específico para proibir e prevenir esse tipo de crime e criar comitês executivos que ficarão encarregados de levar adiante as iniciativas.

“O Plano de Ação representa um marco nas relações do Brics e permitirá efetivar, com ações concretas, a cooperação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na área da cultura”, disse o diretor do Departamento de Promoção Internacional (Deint) do Ministério da Cultura, Adam Muniz.

O plano de ação estava previsto no Acordo entre os Governos dos Estados do bloco sobre Cooperação na Área da Cultura, assinado em 2015, na primeira reunião de ministros, na Rússia.

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