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As pressões da base do governo e vinda das ruas, acabaram tendo o efeito desejado, e o governo decidiu fazer pelo menos cinco mudanças na proposta da reforma da Previdência, mas garantiu que ela não será desidratada. O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, após reunir-se, nessa quinta-feira, com o relator da proposta na comissão especial da Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), declarou que o objetivo é proteger os “mais pobres” e tirar privilégios. Mais cedo, o presidente Michel Temer confirmou, em entrevista, que autorizou mudanças em alguns pontos no relatório da reforma previdenciária.

O relatório de Maia será apresentado no próximo dia 18. Não há definições de como serão essas mudanças, mas elas acontecerão com relação a aposentadoria rural, benefício de prestação continuada (BPC), pensões, aposentadoria de professores e policiais, e regras de transição.

O governo entende que as mudanças facilitarão a aprovação da proposta no Congresso. Os detalhes serão discutidos com os parlamentares da base.

Arthur Maia afirmou que não há risco de se quebrar a espinha dorsal da proposta e impedir a regularidade fiscal do nosso país. Em entrevista também nessa quinta-feira, o presidente Michel Temer disse que a idade mínima é um ponto que não pode ser modificado. O Planalto propôs, originalmente, uma idade mínima de 65 anos para se aposentar, com 49 anos de contribuição para a remuneração integral. A proposta pode ser reduzida para 40 anos de contribuição.