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Os economistas do mercado financeiro melhoraram ligeiramente as projeções para o crescimento da economia. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, 6, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu marginalmente, de 0,48% para 0,49%. Há um mês, a perspectiva já era de um avanço de 0,49%.

Para 2018, o mercado também alterou ligeiramente a previsão de alta, de 2,37% para 2,39%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,25%.

No relatório Focus, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de leve recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 permaneceu em 1,09%. Há um mês, estava em 1,00%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial foi na direção contrária e caiu de 2,28% para 2,19%, ante 2,05% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 passou de 51,60% para 51,50% no Focus. Há um mês, estava em 51,05%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,00%, mesma projeção repetida há cinco semanas.

Para 2016, a pesquisa Focus mostra que os economistas mantiveram a expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 3,50%. A previsão segue neste patamar desde 27 de janeiro. O dado será divulgado nesta terça-feira, 7.

Inflação. A mediana para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2017 seguiu em 4,36%. Há um mês, estava em 4,64%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,50%, número repetido pela 32ª semana consecutiva.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação se aproxime do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o Banco Central atualizou suas projeções de inflação. No cenário de mercado – que utiliza câmbio e juros variáveis -, a projeção de 2017 foi de 4,4% para 4,2% e a de 2018 permaneceu em torno de 4,5%. Já o cenário que utiliza câmbio e juros fixos (em R$ 3,10 e 13,00% ao ano) trouxe projeção de 3,8% para 2017 e 3,3% para 2018. Em sua decisão, o BC reduziu a Selic de 13,00% para 12,25% ao ano, mas deixou a porta aberta, na avaliação dos analistas, para a intensificação dos cortes nos próximos encontros de política monetária.

Selic. A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) não chegou a promover alterações nas previsões para a Selic na Focus. A pesquisa mostra que a mediana das previsões do mercado financeiro para o patamar do juro básico no fim deste ano seguiu em 9,25% ao ano. Há um mês, estava em 9,50%.

O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 9,00% ao ano pela quinta semana consecutiva. A Selic média de 2017 caiu ligeiramente, de 10,75% para 10,72%. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o ano era de 10,86%. Para 2018, a Selic média seguiu em 9,00% pela segunda semana consecutiva, ante 9,30% de um mês antes.

Preços administrados. A mediana das previsões do mercado para o aumento do conjunto de preços controlados pelo poder público em 2017 caiu de 5,61% para 5,50% – na segunda queda semanal consecutiva. Para 2018, a mediana das estimativas para o conjunto dos preços administrados recuou de 4,65% para 4,60%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,55% em 2017 e elevação de 4,70% em 2018.

Em suas projeções atuais, atualizadas na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC espera alta de 5,8% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,3% em 2018.

Superávit comercial. Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o superávit da balança comercial em 2017. A estimativa de saldo este ano caiu de US$ 47,65 bilhões para US$ 47,30 bilhões, ante US$ 46,50 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2017 ficará em US$ 44 bilhões.

Para 2018, os economistas do mercado projetaram superávit comercial de US$ 40,00 bilhões pela segunda semana consecutiva. Há um mês, a expectativa era de US$ 40,50 bilhões.

Com informações O Estado de São Paulo