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O presidente da Executiva Regional do PSD, ex-vice-governador Domingos Filho, tratou com desdém o surgimento do nome do senador Chiquinho Feitosa (DEM) para compor uma eventual chapa ao Governo do Estado puxada pelo PDT, mas, nas últimas horas, passou a encarar com humor de preocupação o ‘nó’ dado pelo PT na corrida ao Palácio da Abolição. O cenário, com a citação do nome de Chiquinho, foi desenhado na hipótese do ‘União Brasil’, que surge da fusão do DEM com o PSL, formar uma coligação com o PDT.


As mudanças temporárias na agenda do líder do PSD têm uma justificativa: o PT, ao receber, nessa quinta-feira, a filiação de 12 prefeitos, tirou de Domingos Filho o discurso de que, como segunda maior força partidária, o PSD estava legitimado para ocupar a vaga de vice-governador na chapa de uma possível aliança entre PDT e PT. O PSD reivindica a vaga para o próprio Domingos.


Os acordos e entendimentos para montagem de palanques dependem da força dos atores envolvidos nas articulações políticas, do poder de agregar aliados, da aceitação pelos eleitores dos nomes que estão em jogo para compor chapas proporcionais e majoritárias, do tamanho de cada sigla e, especialmente, da matemática. E, nos números, essenciais para a medição do tamanho de cada partido, o PT, com 29 prefeitos, ultrapassou o PSD, que fica com o controle do Executivo de 14 Municípios.


PESO DA MATEMÁTICA
Os números poderão ficar ainda mais desequilibrados: o prefeito de Icapuí, Raimundo Lacerda Filho, do PSD, está a caminho do PT. Ou seja, se confirmada essa filiação, o PSD desce para 25 prefeitos e o PT sobe para 30. Se o discurso como justificativa para a vaga de vice-governador é o número de prefeitos, então, o PT ganha a briga contra o PSD, mesmo, a seis meses das convenções, tendo a presença do Governador Camilo Santana como virtual candidato ao Senado. Claro que a política não é apenas a matemática e as articulações do cenário nacional podem mudar os rumos da sucessão estadual.

A redefinição de rumos pode acontecer, por exemplo, se o PSD estiver na chapa com o PT na disputa pela Presidência da República. Esse é um dos sonhos do vice-governador Domingos Filho que sairia mais fortalecido nas eleições no Ceará. Se ficar fora da chapa majoritária, Domingos volta os olhos para a Presidência da Assembleia Legislativa. Há quem diga, porém, no entorno do PSD, que o ex-vice-governador toparia ocupar a vaga de primeiro suplente de Camilo Santana ao Senado.


A análise, nesse contexto, é feita apenas no cenário de uma aliança do PT, PDT e PSD, mas, nesse momento, Domingos não fecha as portas e mantém diálogo com o pré-candidato do PROS ao Governo do Estado, Capitão Wagner. ‘’Tudo é possível, mas é preciso, antes de mais nada, entender que o Domingos sabe fazer política, é uma verdadeira águia, não quer colocar em jogo as dezenas de cargos que tem na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Estado. Essa realidade vai pesar na decisão final’’, afirma, nos bastidores políticos, um personagem da Região dos Inhamuns abrigado nos quadros do PDT.

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