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O senador alagoano Renan Calheiros (MDB), aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a quinta-feira movimentada na política brasileira – com o lançamento das pré-candidaturas de Rodrigo Maia (DEM) e Ciro Gomes (PDT) – para publicar um vídeo em suas redes sociais em que se mostrou contra a prisão do petista.

“Se prenderem o Lula sem trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal, depois da condenação sem provas, não tenham dúvidas: atirarão o País na mais insana e inconcebível crise institucional”, previu. Renan também cobrou o que chama de “papel moderador” do STF no caso.

A defesa do ex-presidente apresentou ao Supremo um pedido de habeas corpus, que foi remetido pelo ministro Edson Fachin ao pleno, mas que não foi incluído pela presidente da Corte, Cármen Lúcia, na pauta. Não há previsão para que isso aconteça.

“Nenhuma democracia sobrevive sem Constituição e sem que um dos poderes assuma a condição de poder moderador. Não tem jeito”, afirmou. “O Supremo tem que ser o poder moderador, não pode deixar de exercer esse papel constitucional, senão outro o exercerá, com prejuízo para a jovem democracia do Brasil”, cobrou ainda.

Ex-presidente do Congresso Nacional quatro vezes e alvo de 17 inquéritos no STF, Renan Calheiros ainda afirmou que a Corte foi criada para “guardar a Constituição, protegê-la, garanti-la, defendê-la, não para modificá-la”.

O senador ainda manteve as críticas que tem feito ao presidente Michel Temer, seu correligionário, desde que se reaproximou de Lula. O senador, que em 2018 estará no último ano de mandato, tenta entrar numa agenda de esquerda, menos liberal economicamente, como estratégia para tentar se reeleger no Estado de Alagoas, onde a popularidade do petista é elevada. Os dois haviam rompido por causa do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), que teve apoio de Renan Calheiros. “O Michel encolheu. E a omissão dos chefes do Legislativo encolheu o Congresso Nacional.”

Com informações do Uol Notícias

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