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A Secretaria Estadual de Justiça, Sejus, divulgou levantamento do número de detentos no Ceará até o final de maio.  No estado, a população carcerária é de 26 mil detentos (entre regimes fechados, abertos, semiabertos e medidas cautelares), destes, 20 mil estão em penitenciarias. Porém, a capacidade total é de 12 mil, ou seja, uma superlotação com de 8 mil presos, o que representa um excedente de 76%.

Para a secretaria alguns motivos causam a superlotação, como a defasagem da política de encarceramento, o aumento da violência e demora da Justiça em julgar os casos. Os perfis da maioria dos presidiários são jovens entre 18 a 22 anos.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, das 2.771 unidades prisionais existentes no país, apenas 24, ou seja, menos de 1% são classificadas como excelentes. Segundo o CNJ, nenhuma penitenciária do Ceará está neste patamar. Das 168 unidades visitadas no estado, 54 são consideradas péssimas, 25 ruins e 84 regulares. Apenas 5 do total são consideradas boas; estas são localizadas no interior do estado.

Outra problemática nas penitenciárias cearenses é o fato de estarem dominadas por lideranças das maiores facções criminosas do país. Dentro das unidades, há prestação de contas entre criminosos.

Outra problemática com a crescente de criminosos presos, o número de agentes se torna menor. Na tentativa de diminuir esse déficit de agentes penitenciários, o governador Camilo Santana anunciou o concurso para mil novos agentes. Para a Sejus, a homologação do concurso é uma vitória, porém ainda não é suficiente para resolver a situação no sistema.