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Reforma tributária deve ser o centro das atenções após Previdência

Apesar de manter foco na aprovação da reforma da Previdência, a base governista já se articula para a próxima pauta importante na gestão Bolsonaro que deve ser a reforma tributária. Liderança no congresso e líderes partidários já iniciam conversas sobre como amarrar uma modernização do sistema tributário.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer manter a agenda econômica ativa e prepara uma reforma tributária dividida em três eixos. O primeiro é a correção da tabela do Imposto de Renda (IR), com redução das faixas máximas. Posteriormente a unificação de cinco tributos federais em um, o PIS, Cofins, IPI, CSLL e IOF. E por fim, um tributo sobre transações financeiras de ponta a ponta, tanto por quem paga, quanto por quem recebe, aos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Há, no entanto, um embate entre a agenda econômica do governo e o desejo de protagonismo do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz a pessoas próximas que Guedes não vai impor goela abaixo a agenda econômica no pós-Previdência. Ou se chegará a um consenso, ou o Parlamento vai tocar a pauta à revelia.

Para compor os interesses, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), iniciou uma articulação para apensar a proposta de unificação de tributos do governo e a sugestão de tributação sobre movimentações financeiras da equipe econômica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), líder da legenda na Casa.

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Política Nacional Destaque1

‘É grande a chance de incluir municípios e estados na reforma’ , afirma senador Tasso Jereissati

Sendo o mais cotado para ser o relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirma que enxerga um clima favorável para a inclusão de estados e municípios na tramitação final do projeto. O senador prevê que a reforma será aprovada com mais rapidez no Senado, até setembro.

Para ele, o Congresso assumiu a liderança da agenda econômica, numa espécie de “semiparlamentarismo” em meio às dificuldades de articulação e de execução que diagnostica no governo Bolsonaro . Tasso também critica o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Diz que ele “não tem experiência na coisa pública” e que é “um homem inteligente, sabe o que quer, mas não sabe executar”.

Em entrevista ao jornal o Globo, foi questionado se os destaques aprovados na Câmara desidratam a reforma:

Não muda muito na economia total. É uma reforma muito difícil, mas a perspectiva ainda é muito positiva. É claro que as mudanças que ocorreram podem abrir caminho para a manutenção de privilégios, sobretudo em relação aos policiais militares nos estados, quando o texto vier para o Senado. Já prevemos muita pressão da categoria.

Quando perguntado se há clima no Senado para inserir estados e municípios na reforma da Previdência depois de terem sido retirados na Câmara, Tasso afirma que:

A chance aqui é grande. Não posso garantir que vai ser aprovada porque vamos discutir e temos opiniões diversas, mas a possibilidade, pelo que senti conversando com senadores, é muito grande. Quando a gente fala em PEC paralela significa que vamos votar o que passou na Câmara, que é o coração do projeto, e que acho que vamos aprovar com uma rapidez muito grande, até setembro. Ao mesmo tempo, recolocaremos na pauta estados e municípios, sem os quais achamos que a reforma ficaria incompleta. Se aprovarmos no Senado essa parte, o clima vai ser diferente quando voltar à Câmara, porque o coração do texto estará aprovado. A chance de os deputados se mostrarem favoráveis cresce muito.

Tasso também foi questionado sobre qual a sua opinião a respeito do que cabe ao Congresso fazer para acelerar a melhora do ambiente de negócios.

O Davi (Alcolumbre, presidente do Senado) e o Rodrigo (Maia, presidente da Câmara) devem anunciar, no início de agosto, uma agenda positiva com uma série de medidas, que chamamos de “reforma microeconômica”, e que deverá facilitar a vida das empresas e de quem quer gerar emprego e empreender. Quando eu presidia a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, fizemos uma série de audiências públicas levantando penduricalhos e complicadores que são inteiramente desnecessários. Agora, estamos retomando essas medidas.

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Luzenor de Oliveira Destaque1

Com regras mais brandas para professores e policiais, Câmara conclui 1º turno de votação da reforma previdenciária

 Os deputados federais permaneceram em Brasília e concluíram, na madrugada deste sábado, a votação em primeiro turno da proposta de reforma da Previdência Social (PEC 6/19). O texto, após  analisado em Plenário na noite dessa sexta-feira , passou, em seguida, pela comissão especial que preparou a redação a ser votada no segundo turno. A comissão aprovou o texto por 35 votos contra 12.

O texto-base da reforma, na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), foi aprovado na última quarta-feira (10) por 379 votos a 131. Desde lá, os deputados votaram 12 destaques e emendas apresentados pelos partidos.

Destes, foram aprovados quatro, com mudanças em regras para aposentadoria de policiais, no cálculo de benefícios para as mulheres, em idade mínima para professores e em tempo mínimo de contribuição para homens.

O único destaque aprovado nesta sexta-feira foi do PDT (465 votos a 25) e reduziu a idade exigida do professor para se aposentar pelo pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar na data de publicação da futura emenda constitucional. A idade passa de 55 anos se mulher e 58 anos se homem para 52 anos se mulher e 55 anos se homem.

Dessa forma, os professores de educação infantil e do ensino básico poderão se aposentar com cinco anos a menos que o exigido para os demais trabalhadores.

Principais regras

A reforma da Previdência aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Em relação ao texto originalmente encaminhado pelo governo, ficaram de fora a capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais.

Quanto ao pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao idoso ou à pessoa com deficiência, foi mantido no texto constitucional o parâmetro de renda mensal per capita familiar inferior a um quarto do salário mínimo para ter acesso a esse benefício, admitida a adoção de outros critérios de vulnerabilidade social.

Esse valor constava da lei de assistência social e foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013, mas o tribunal não declarou nula a norma e famílias com renda de até meio salário têm obtido o benefício na Justiça.

Os estados ficaram de fora das novas normas, devendo apenas adotar fundos complementares para seus servidores dentro do prazo de dois anos da futura emenda, além de poderem cobrar alíquotas progressivas, nos moldes da instituída para os servidores federais.

Idade mínima

Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

Já a pensão por morte poderá ser inferior a um salário mínimo quando essa não for a única fonte de renda do dependente. O valor depende de cálculo vinculado ao tempo de contribuição.

Quem já tiver reunido as condições para se aposentar segundo as regras vigentes na data de publicação da futura emenda constitucional terá direito adquirido a contar com essas regras mesmo depois da publicação.

Déficit

O objetivo da reforma, segundo o governo, é conter o déficit previdenciário – diferença entre o que é arrecado pelo sistema e o montante usado para pagar benefícios. Em 2018, o déficit previdenciário total da União, que inclui os setores privado e público mais militares, foi de R$ 264,4 bilhões.

A expectativa do Planalto com a reforma da Previdência era economizar R$ 1,236 trilhão em dez anos, considerando apenas as mudanças para trabalhadores do setor privado e para servidores da União. Estima-se que, com as alterações, a economia poderá ficar em torno de R$ 1 trilhão nesse mesmo período.

Na parte da receita, o relator propõe a volta da alíquota de 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos. Essa alíquota estava vigente até dezembro de 2018, quando passou a ser de 15%.

Para os atuais trabalhadores segurados do INSS (Regime Geral da Previdência Social – RGPS), o texto cria cinco regras de transição – e a pessoa poderá optar por uma delas.

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Câmara mantém regras sobre cálculo da pensão por morte na reforma

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta sexta-feira (12), por 328 votos a 156, o destaque do PT à proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19) que pretendia excluir do texto a regra de cálculo da pensão por morte. Dessa forma, está mantido no texto a regra que define um benefício de 50% da média do salário da ativa ou da aposentadoria mais 10% por dependente – que não revertem aos demais se a pessoa deixar de ser pensionista.

Ontem (11) parlamentares aprovaram uma proposta que aumenta a aposentadoria de trabalhadoras da iniciativa privada e permite o recebimento de pensão por morte em valor inferior a um salário mínimo. Pelo destaque analisado nesta tarde, deputados queria retirar integralmente a regra da PEC. 

Pelo texto-base, um trecho permitiria ao pensionista receber menos de um salário mínimo se alguém na família tivesse outra fonte de renda. Agora, a renda que contará para o cálculo da pensão será apenas do viúvo ou da viúva. Caso o pensionista tenha um salário formal, receberá apenas 60% do salário médio do cônjuge falecido, mas, se perder a renda e cair na informalidade, a pensão automaticamente subirá para um salário mínimo.

De acordo com o Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a pasta editará uma portaria para tornar automático o valor de um salário mínimo de pensão, caso o viúvo perca o emprego. Hoje, o pensionista precisa comprovar a perda da fonte de renda. Ele também disse que posteriormente pretende enviar um projeto de lei complementar para viabilizar o acordo.

Votação de destaques da reforma da Previdência. / Foto: Reprodução.

Discussão

Para o vice-líder da minoria, deputado Afonso Florence (PT-BA), o trecho da reforma prejudicará as viúvas mais pobres do país. Segundo parlamentar, o anuário estatístico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aponta que mais de 60% dos benefícios concedidos estão na faixa do salário mínimo. Para Florence, a alternativa seria tratar por meio de um projeto de lei a parte a limitação de benefícios maiores.

“Qual é o argumento do Governo, do Relator? Há benefícios muito altos dos ricos. Por isso, está cortando de quem vai receber benefício do salário mínimo. O benefício que seria salário mínimo vai virar metade do salário somado a 10% por dependente. A viúva, em vez de receber o salário mínimo, vai receber metade do salário mais 10%. É um escândalo o que está se fazendo. A pretexto de não se permitir a acumulação dos mais ricos, das mais ricas corta-se o benefício da viúva pobre.

Ao indicar pela rejeição do destaque, o líder do partido Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS), argumentou que a proposta pode gerar um impacto negativo na estimativa de economia que será gerada pela reforma e, portanto, deveria ser derrubada em nome da responsabilidade fiscal.

“[Temos que] demonstrar que queremos que a reforma da previdência seja a mais íntegra possível, próxima àquela proposta pelo Ministério da Economia e de acordo com aquilo que os 379 parlamentares votaram na última quarta-feira para dar ao Brasil, de fato, uma nova previdência e um novo momento”, disse.

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Ato de centrais sindicais contra Reforma da Previdência bloqueia trânsito na Rua Pedro Pereira

Centrais sindicais estão promovendo, neste momento, um ato de bloqueio do trânsito na Rua Pedro Pereira, em frente à sede do INSS, no Centro de Fortaleza, na manhã desta sexta-feira (12), em resposta à aprovação do texto-base da reforma da Previdência e da votação dos destaques – trâmite que acontece desde terça-feira (9). A previsão é que encerre hoje.

Motoristas que desejam transitar no local precisam fazer o desvio pela Rua Barão do Rio Branco.

As centrais sindicais criticam a aprovação da Reforma na Câmara, e protestam contra a atuação da parte da bancada cearense que foi favorável ao texto. Aproximadamente 100 pessoas participam do ato, segundo os organizadores, que recolhem assinaturas para enviar a Brasília contra as mudanças na Previdência.

O ato teve início às 9h e se concentra em frente ao órgão, sem previsão de haver caminhada. No momento, membros das centrais sindicais discursam sobre aspectos da reforma e acontece a distribuição de panfletos para a população que passa pelo local. 

A manifestação foi organizada por membros da Central Única dos Trabalhadores (Cut-Ce), da Central Sindical Popular Conlutas (CSP Conlutas), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Além disso, conta com o apoio de membros de movimentos sociais de Fortaleza.

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Efeito cascata: aposentadoria com privilégios pode gerar pressão nos Estados e Municípios, analisa Beto Almeida

Os rumos da reforma previdenciária passaram por alterações na madrugada desta sexta-feira (12) com mudanças no texto-base. Até às 2h da madrugada, o plenário da Câmara dos deputados analisou 11 destaques da proposta da Reforma da Previdência (PEC 06l19), sem acordo para a continuidade da votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou os trabalhos e convocou uma sessão extraordinária para as 9 horas da manhã de hoje a fim de prosseguir na análise da Reforma.

Policiais

Policia Legislativa Federal. / Foto: Reprodução.

Uma das emenda aprovada, do Podemos, diminuiu a idade exigida para aposentadoria de policiais federais, policiais civis do Distrito Federal e agentes penitenciários e socioeducativos federais se eles cumprirem a regra de pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar para se aposentar.

Caso cumpram esse pedágio, a idade será de 52 anos para mulher e de 53 anos para homem. Se não cumprirem o pedágio, a idade exigida continua a ser de 55 anos para ambos os sexos.

O tempo de contribuição exigido, e sobre com o qual é calculado esse pedágio, é o da Lei Complementar 51/85: 25 anos para mulher e 30 anos para homem.

O salário inicial de um policial legislativo é de R$ 19.427,79 no Senado Federal e de R$ 15.754,04 na Câmara dos Deputados.

Para Beto Almeida, essas alterações criam ainda mais privilégios.

“Logicamente, quebra um pouco o discurso de que a Reforma da Previdência vinha exatamente para isso, para acabar com os privilégios. Acabar com aposentadoria especiais e colocar os brasileiros com regras para idênticas para todos os trabalhadores”.

Durante a discussão, Luzenor de Oliveira Sugere um exercício de imaginação: qual o motivo de um policial rodoviário federal, que trabalha na área interna, na burocracia, se aposentar com 53 anos?

A reforma deixa sim esse desequilíbrio entre o trabalhador público e privado, afirma o jornalista.

Votação dos destaques da Reforma da Previdência. / Foto: Reprodução.

O próximo destaque que será analisado é o do PDT e pretende diminuir de 100% para 50% o pedágio de uma das regras de transição, válidas para o Regime Geral da Previdência Social e do Regime Próprio dos Servidores Públicos.

Na sessão que teve início nessa quinta-feira, os deputados aprovaram duas emendas e um destaque supressivo envolvendo regras de transição para policiais, regra de cálculo mais benéfica para as mulheres e tempo de contribuição menor para homens na aposentadoria por idade.

Dos 11 destaques analisados, cinco não chegaram a ser votados porque foram considerados prejudicados após a aprovação anterior de texto alternativo. Outros três foram rejeitados.

Confira na íntegra o Bate-papo Político desta sexta-feira (12), com as análises completas de Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, clicando no player abaixo:

Outros destaques

Mulheres e homens

Com 344 votos a favor e 132 contra, o Plenário aprovou emenda do DEM que permite o acréscimo de 2% para cada ano que passar dos 15 anos mínimos de contribuição exigidos para a mulher no Regime Geral de Previdência Social. O texto-base da reforma previa o aumento apenas para o que passasse de 20 anos.

Como essa regra foi modificada no artigo sobre o cálculo do benefício, ela poderá ser aplicada tanto para a regra de transição quanto para a regra transitória direcionada a futuros segurados.

Com a aprovação de destaque do PSB, por 445 votos a 15, a exigência de tempo de contribuição para o homem segurado do RGPS, na regra de transição de aposentadoria por idade, diminuiu de 20 anos para 15 anos.

Os requisitos de idade permanecem os mesmos: 65 anos para homem e 60 anos para mulher, que passará gradativamente a 62 anos a partir de 2020. A mulher terá de contribuir por um tempo mínimo de 15 anos.

Pensão

A emenda do DEM também tratou de mudanças na regra que permite o pagamento de pensão em valor inferior a um salário mínimo caso o dependente tenha outra fonte de renda formal. Antes da emenda, a renda a ser levada em conta seria do conjunto de dependentes do segurado falecido.

Assim, no caso da acumulação de uma aposentadoria de um salário mínimo com uma pensão, por exemplo, essa pensão poderá ser menor que um salário mínimo se o cálculo pela média resultar nesse valor inferior. A pensão, assim, poderá resultar em um valor a partir de R$ 479,04 devido às regras de acumulação de benefícios ou mais, dependendo do tempo de contribuição do segurado que morreu.

Causas previdenciárias

A emenda também remete à lei federal a autorização para que causas previdenciárias em que forem parte o segurado e a instituição previdenciária possam ser julgadas na Justiça estadual quando não houver sede de vara federal no domicílio do segurado. Essa regra tinha sido retirada antes da votação do texto na comissão especial.

Atualmente, a Constituição Federal determina que essas causas sejam processadas e julgadas na Justiça estadual nessas condições, possibilitando à lei definir que outras causas também tramitem na Justiça estadual.

Por fim, a emenda retoma redação da Constituição sobre a Previdência Social atender a proteção à maternidade, retirando do texto-base da reforma a referência a “salário-maternidade”.

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Reforma da Previdência: votação entra no 4º dia

Os destaques podem alterar o texto-base da reforma, aprovado na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP):

https://www.youtube.com/watch?v=tMjg2DaMTe4

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Davi Alcolumbre estima prazo de 45 dias para Senado votar reforma da Previdência

O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, estima que a reforma da Previdência (PEC 6/2019) deverá ser votada na Casa em até 45 dias. O relator da comissão especial destinada a acompanhar a proposta, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), antecipou que as mudanças serão inseridas numa PEC paralela, a exemplo da inclusão de estados e municípios, para garantir a promulgação dos pontos consensuais.

Já o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), antecipou que independentemente da PEC Paralela, a oposição vai tentar rejeitar a reforma no Senado.

As informações são da repórter da Rádio Senado, Hérica Christian. Ouça o áudio com mais detalhes:

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“Uma vitória para o governo, mas não necessariamente uma vitória do governo”, pontua Beto Almeida sobre aprovação da reforma da Previdência

Do governo ou para o governo? A vitória na Câmara dos Deputados com a aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno na noite dessa quarta-feira (10) é incontestável, no entanto, a atribuição pelo triunfo não é definitiva, o que gera dúvida na escolha do grande responsável. O assunto foi destaque no Bate-Papo político desta quinta-feira (11) do Jornal Alerta Geral.

Após um início de articulação conturbada e frágil, o governo conseguiu a primeira vitória dentro da Câmara. O cenário favorável que se observou na votação é uma segurança para que o resultado do segundo turno também seja positivo. À princípio o presidente Jair Bolsonaro dificultou a possibilidade de aprovação da proposta com sua aversão ao diálogo com o Congresso, mas após entender a necessidade da “barganha política” o líder executivo viu o projeto avançar por meio de um trabalho muito firme dos apoiadores no parlamento.

No encerramento da votação o governo contabilizou 371 votos a seu favor contra 131 desfavoráveis. Para o jornalista Beto Almeida o grande vencedor não foi o governo: “O resultado da votação me surpreendeu, foram 71 votos a mais do que o governo esperava, superou as expectativas. Foi uma vitória para o governo, mas não necessariamente uma vitória do governo. Isso porque o protagonista, aquele que levou essa questão nas costas foi o Rodrigo maia, o grande articulador, o grande vencedor.

Em contrapartida, o jornalista Luzenor Almeida atribui o triunfo ao governo independente de falhas ou acertos: “Para o governo ou do governo, esse uso de preposições depende mais do ponto de vista de quem pode querer ideologizar a interpretação, a avaliação, o comentário.  A vitória é para o governo, é para o estado brasileiro, a aprovação da reforma previdênciária é sim uma vitória do governo, seja com falhas ou não, coube a este governo ter coragem e a iniciativa de apresentar um projeto bem amplo que poderia ser ainda mais profundo com novos critérios para os trabalhadores se aposentarem. 

Dentre as principais propostas presentes no projeto da equipe econômica do governo estão: a Imposição de idade mínima para os trabalhadores se aposentarem: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; Tempo mínimo de contribuição previdenciária passará a ser de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens; Regras de transição para quem já está no mercado de trabalho.

A liderança governista superou tentativas de obstrução da oposição e conseguiu dar sequência à tramitação ao rejeitar todos os pedidos de bloqueio. Primeiramente foi derrubado o pedido do PSOL de retirada de pauta da proposta, o que afetou os demais requerimentos, e em seguida também foi rejeitado a solicitação dos partidos oposicionistas para que o texto fosse votado de maneira fatiada, votando cada artigo separadamente, uma tentativa de desmembrar o projeto.

Votação no Ceará

“Essa divisão ao meio tem uma característica também de uma divisão ideológica” – a afirmação é do jornalista Luzenor de Oliveira, que definiu assim o resultado da votação sobre a reforma da Previdência entre os deputados cearenses. Com 22 parlamentares, a bancada federal do Ceará ficou dividida, foram 11 votos favoráveis ao projeto e 11 contra. A posição adotada por cada um foi marcada pela convicção ou pela preocupação de evitar o desgaste com os eleitores, com prejuízos nas ruas e nas urnas.

O texto da reforma da Previdência precisa ser aprovado em dois turnos, na Câmara e no Senado com votação qualificada, ou seja, com votos de, pelo menos, 60% dos parlamentares de cada uma das casas legislativas. A expectativa é de que a votação em segundo turno ocorra ainda nesta semana. O Senado começará a analisar a reforma previdenciária no retorno do recesso parlamentar de julho, que terá início no dia 18.

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Reforma da Previdência é aprovada em 1º turno na Câmara com 379 votos a favor

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (10),logo em 1º turno, com a marca de 379 votos a 131, o texto-base da PEC de reforma da Previdência, que muda as regras de aposentadoria.

Para encerrar a votação, os parlamentares precisam avaliar ainda emendas e destaques apresentados pelos partidos para tentar mudar pontos específicos do texto-base.

O resultado foi uma surpresa para os próprios governistas. Até o último domingo (7), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, acreditava que a proposta receberia aproximadamente 330 votos. Contribuíram para o resultado os votos de deputados de partidos de oposição, como PSB e PDT, que tinham fechado questão contra a reforma da Previdência. No PSB, dos 32 deputados da bancada, 11 votaram a favor da reforma. No PDT, oito dos 27 deputados votaram pela aprovação do texto.

Sendo avaliada uma das principais chances da equipe econômica para equilibrar as contas públicas, a proposta de reforma da Previdência estabelece, entre outros pontos, a imposição de uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem: 65 anos para homens; 62 anos para mulheres. O tempo mínimo de contribuição previdenciária, pela proposta, passará a ser de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens. Além disso, o texto propõe regras de transição para quem já está no mercado de trabalho.

Lágrimas de Maia

Antes da votação do texto-base, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou. O deputado foi às lágrimas quando o líder do PSL, delegado Waldir (GO), pediu aos apoiadores da reforma uma salva de palmas a Maia por seu empenho e condução na análise da PEC.

Foto: Reprodução.

Vários deputados presentes ao plenário atenderam ao pedido e prestaram a homenagem ao deputado do DEM. Antes do anúncio do resultado, Rodrigo Maia deixou a mesa e foi à tribuna para discursar. Ele fez a defesa da reforma.

“Nosso sistema previdenciário coloca o Brasil numa realidade muito dura. Para cada um idoso abaixo da linha de pobreza, nós temos cinco crianças, e essas reformas vêm no intuito de reduzir as desigualdades e esse, eu tenho certeza, que é o objetivo de todos os deputados presentes que votaram a favor e os que votaram contra”, declarou.

Ele também agradeceu aos líderes partidários. “Nós só chegamos aqui por isso, porque muitas vezes os nossos líderes são desrespeitados, às vezes na imprensa, criticados de forma equivocada, mas são esses líderes que estão fazendo as mudanças no Brasil, junto com deputados e junto com as deputadas”, disse.