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O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira, que a reforma previdenciária só irá em votação quando houver votos suficientes para ser aprovada. Ele disse que o clima pessimista sobre a aprovação da proposta neste ano mudou e que é possível conseguir apoio para que seja votada ainda neste mês na Câmara.

Na avaliação do Palácio do Planalto, estão garantidos 280 votos, número inferior aos 308 necessários para aprovar a iniciativa. Temer disse que conversou com o presidente do Senado, Eunício Oliveira e este se mostrou entusiasmado em votar em fevereiro se a Câmara aprovar agora. “Evidentemente, temos de ver se tem votos. Se não tem votos, não faz sentido”, disse.

O peemedebista disse que houve uma mudança no cenário porque a população percebeu a necessidade de realizar mudanças nas regras das aposentadorias.

“Houve um bom esclarecimento, porque, em um primeiro momento, ocorreu uma campanha equivocada, mas hoje conseguimos transmitir o que vai acontecer. Eu sinto que o povo já está compreendendo a indispensabilidade da Previdência”, afirmou.

Em reunião na manhã desta terça-feira (5), o presidente pediu empenho da equipe de governo para que os partidos da base aliada fechem questão sobre a reforma até a semana que vem.

No encontro, concluiu-se que o tema está mais adiantado no PMDB e no PTB, mas que há ainda dificuldades e resistências por parte de líderes e dirigentes dos demais partidos governistas, como PP e PR.

No Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que cresceu a probabilidade de aprovar a reforma previdenciária, mas reconheceu que “não se tem facilidade.”

“Na medida em que os sete partidos conseguirem fechar questão, seguramente teremos do PSDB uma posição também favorável”, disse.

 

Segundo o presidente, o ponto central da reforma da Previdência é estabelecer a idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, mas é preciso esclarecer que essa idade será cumprida somente daqui a 20 anos, garantindo um longo período de transição.

“Ou seja, começa hoje com 55 anos [para homens e 53 para mulheres] e a cada dois anos aumenta um ano, portanto, uma transição extremamente suave para não agredir eventuais desejos e direitos de brasileiros”, disse.

De acordo com o presidente, muitas vezes espalha-se um “terrorismo inadequado” a respeito das regras da reforma. E exemplificou dizendo que aqueles que já adquiriram o direito à aposentadoria não precisam apressar-se para requerê-la. “Eles já têm o direito assegurado. Digo isso porque de vez em quando espalham: ‘vão tomar sua aposentadoria’. É um terrorismo inadequado”. Temer disse ainda que a essência da reforma é “combater privilégios”.

Com Agências de Notícias