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Diante da forte reação do Congresso — inclusive da base de apoio do presidente Michel Temer — contra medidas de aumento do Imposto de Renda que estariam em estudo para fechar as contas de 2018, o governo decidiu recuar. O Palácio do Planalto divulgou uma nota à imprensa na qual afirma que não encaminhará ao Legislativo qualquer proposta nesse sentido.

Mais cedo, o próprio presidente havia sido questionado sobre a possível criação de uma alíquota de 35% de IR para pessoas físicas e admitido que ela fazia parte de estudos do governo. A medida, que estava em estudo pela equipe econômica, poderia impactar mais de 1,239 milhão de pessoas físicas. Agora, na nota, a sinalização foi que a prioridade será cortar gastos e não aumentar tributos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a proposta não passaria na Casa. O vice-líder do governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP), também já havia definido a proposta como “tiro no pé”.

Atualmente, a alíquota é calculada de maneira progressiva de acordo com o salário do contribuinte. Em vez de pagar uma porcentagem que incida sobre o total de seu salário, a contribuição é feita por faixas salariais. Por exemplo, um trabalhador que ganhe até R$ 4.664,68 vai ser taxado em três faixas salariais diferentes, pagando assim três alíquotas diferentes sobre a mesma renda.