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Na busca da retomada do crescimento econômico e de uma agenda positiva, o presidente Michel Temer retoma nesta quarta-feira, 11, o formato de reuniões de núcleos do governo e deverá tratar pela primeira vez da retomada ou tentativa de celeridade das grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Uma das obras do PAC no Ceará é o Anel Viário, na Região Metropolitana de Fortaleza, que começou há mais de 10 anos e prevê o alargamento da rodovia entre a CE 040, no Eusébio, e a rotatória da BR 020/222, em Caucaia.

O presidente comandará, a partir das 10 horas, uma reunião do núcleo de infraestrutura no Palácio do Planalto para, segundo fontes do governo, tratar de obras do PAC “de maior vulto e peso”. Na semana passada, Temer pediu ao ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que listasse as obras do PAC de maior importância, que estão ou paralisadas ou andando a passos muito lentos. O objetivo é que sejam estabelecidas prioridades de execução até 2018, quando encerra seu governo.

No ano passado, Temer focou na retomada de projetos menores, com obras de até R$ 10 milhões. O presidente liberou a execução desses pequenos empreendimentos para ajudar a movimentar a economia e também agradar os parlamentares com interesses nas eleições municipais. Agora, a ideia do governo é fazer um balanço semelhante, determinando quais serão as prioridades dentre as grandes obras.

Recursos. Temer quer compatibilizar as demandas principais com a disponibilidade de recursos no Orçamento da União. Caberá ao Ministério da Fazenda sinalizar o que será possível levar adiante frente às necessidades apresentadas por cada uma das pastas envolvidas. Na reunião, o presidente discutirá as prioridades e tentará fazer uma combinação entre o que é possível e o que é urgente. A partir desta discussão, o ministro do Planejamento desenhará um cronograma de execução a ser aprovado pela Fazenda e pelo Planalto.

Entre os presentes na reunião com Temer, além de Dyogo, estarão o secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e os ministros das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; dos Transportes, Maurício Quintella; Meio Ambiente, Sarney Filho; Casa Civil, Eliseu Padilha; Integração, Helder Barbalho; e Defesa, Raul Jungmann.

O Ministério da Defesa, por exemplo, está incluído no núcleo de infraestrutura porque tem programas importantes e de alto custo financeiro, como a construção do caça Gripen e o submarino de propulsão nuclear, ambos atingidos pelas restrições orçamentárias.

Com informações O Estado de São Paulo