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Aconteceu um terremoto de magnitude 5.8 no Oceano Atlântico, a 10 km de profundidade, por volta de 21h40 deste domingo (4). Com o comunicado de que o epicentro do tremor foi apontado a 738,1 km de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e 1.100 km do Rio Grande do Norte, internautas demonstraram preocupações e medos nas redes sociais com a ocorrência de um eventual tsunami no Nordeste.

Apesar do temor, o Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Núcleo de Sismologia da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Ceará (Cedec) descartam a ocorrência do fenômeno na região.

O LabSis confirmou o evento na estação de Pedro Velho e afirmou que

eventos sísmicos nessa região são comuns, pois trata-se de uma zona de borda de placas tectônicas.

Já o chefe do Cedec, Francisco Brandão, disse que a dinâmica de movimentação no Oceano Atlântico torna “pouco provável” um tsunami na área.

Não se tem notícia que esse fenômeno venha a gerar algum tsunami, pois a movimentação ali, além do afastamento comum, ele é transcorrente, ou seja, a movimentação é horizontal não vertical como costuma acontecer no Oceano Pacífico, salienta Brandão.

De acordo com o Labsis, apesar da movimentação não tenha potencial para gerar tsunamis, “é de vital importância o monitoramento desta região”.