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A Câmara sepultou na noite dessa quarta-feira (25) a segunda denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. O Legislativo ficou cinco meses ocupado com a discussão de duas denúncias contra Temer, ambas rejeitadas pelos deputados. O pedido de investigação de Temer e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), por organização criminosa e obstrução à Justiça, foi rejeitado por 251 a 233 votos, além de duas abstenções e 25 ausências. Apesar da abertura de um verdadeiro balcão de negócios, Temer obteve 12 votos a menos do que na primeira denúncia e a oposição, seis a mais.

Temer termina, assim, quase um semestre inteiro de desgaste político e tem, agora, seu caminho para terminar o mandato livre dos maiores obstáculos. A primeira denúncia, por corrupção passiva, chegou à Câmara em 29 de junho, e a segunda, em 21 de setembro. Foi a primeira vez que um presidente da República tornou-se alvo de ação penal, e por duas vezes. Para ser aprovada, a denúncia precisaria de pelo menos 342 votos, ou dois terços dos 513 deputados.

Logo após a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse acreditar que é possível o governo reconstruir sua maioria parlamentar caso não faça retaliações contra deputados que votaram contra o governo.

A oposição fez obstrução e arrastou o início da votação por mais de seis horas — demandando a abertura de uma segunda sessão —, mas sabia que não tinha os votos necessários para aprovar a continuidade da investigação de Temer e seus ministros. Caso fosse admitida a denúncia pela Câmara, o Supremo Tribunal Federal a analisaria e Temer seria afastado do mandato por seis meses.

A sessão contou com um acontecimento inesperado: a notícia de que o presidente havia sido hospitalizado. A notícia abalou o ânimo de governistas, que não sabiam da gravidade do estado de Temer. Segundo o Palácio do Planalto, ele sentiu um “desconforto” e foi constatada uma “obstrução urológica”, o que o levou ao hospital para procedimento.

11 votos contra o presidente Temer

– André Figueiredo (PDT)

– Ariosto Holanda (PDT)

– Chico Lopes (PC do B)

– Vicente Arruda (PDT)

– José Airton (PT)

– José Guimarães (PT)

– Leônidas Cristino (PDT)

– Luizianne Lins (PT)

– Odorico Monteiro (PSB)

– Vitor Valim (PMDB)

– Cabo Sabino (PR)

10 votos a favor do presidente Temer

– Anibal Gomes (PMDB)

– Danilo Forte (PSB)

– Domingos Neto (PSD)

– Genecias Noronha (Solidariedade)

– Gorete Pereira (PR)

– Macedo Júnior (PP)

– Moses Rodrigues (PMDB)

– Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

– Ronaldo Martins (PRB)

– Vaidon Oliveira (PROS)

1 ausente

– Adail Carneiro (PP)

Crédito do Jornal O Globo