Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O deputado Capitão Wagner (PR) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira para denunciar a falta de um plano de segurança pública para o Ceará e cobrou a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico. Ele destacou o incêndio de 16 ônibus ontem em Fortaleza e Região Metropolitana e associou o vandalismo à transferência de presos das unidades prisionais do Ceará. Ele disse que o Governo do Estado está sendo “frouxo”, e a atual política de segurança não vai gerar resultados melhores. “Na coletiva da Secretaria de Segurança Pública, afirmaram que continuarão fazendo o mesmo trabalho. Ora, o mesmo trabalho só irá gerar os mesmos resultados, que não estão sendo bons”, afirmou.

O governador Camilo Santana respondeu às críticas do deputado. “Isso é molecagem. Acho que isso é coisa de moleque. Se aproveitar do momento para tirar vantagem política. Infelizmente eu não vou entrar nesse jogo. Agora frouxo é quem nunca pegou uma arma e combateu um bandido no Ceará. O que está acontecendo é uma reação às medidas que o governo tem realizado para enfrentar os criminosos. Nós vamos continuar combatendo para colocá-los para fora do Ceará. Eu lamento esse tipo de oportunismo. Isso é um desagravo ao povo de Fortaleza e ao povo do Ceará”, pontuou.

No seu discurso pela manhã, o Capitão Wagner elogiou a postura do secretário de Segurança, André Costa, mas considerou que ele “sozinho não consegue resolver o problema da violência”. Conforme observou, “a política está sempre em primeiro plano, inclusive nas ações policiais”.

Capitão Wagner criticou também o discurso de parlamentares “que defendem que não se pode culpar o Governo pelos atos violentos de ontem”. “Várias soluções são apontadas aqui para reduzir a violência, já aprovamos vários projetos no orçamento do Estado, visando desde à qualificação dos policiais à criação de serviços de inteligência para a Polícia Militar. Tudo é aprovado, mas não vemos acontecer, porque sempre a política vem em primeiro lugar”, disse.