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A irregularidade no repasse da vacina pentavalente e das doses de reforço, que afeta os estados brasileiros desde agosto do ano passado, se estendeu para 2020. Ao todo, cerca de 18 mil bebês estão sem a proteção em Fortaleza, expostas a pelo menos cinco doenças graves, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo informações da secretaria, o Ceará chegou a ficar dois meses sem receber nenhum repasse do Ministério da Saúde, o que gerou a demanda reprimida e 9 mil bebês deixaram de ser vacinados.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que a remessa de vacina pentavalente, adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade feito pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, por este motivo, as compras com o antigo fornecedor foram interrompidas.

O abastecimento deveria ser normalizado em novembro do ano passado, mas as vacinas chegaram apenas em janeiro e com quantidade de rotina normal para um mês. Para todo o Ceará, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), foram enviadas 83.500 doses da vacina pentavalente e 60.840 da tríplice bacteriana, de agosto até janeiro de 2020.

O cenário é preocupante e requer cautela porque, caso se prolongue, pode facilitar o retorno das doenças preveníveis pela vacinação. Outra doença grave à qual crianças estão expostas sem a imunização é a meningite. No Ceará, ano passado, foram 423 casos e 29 mortes contabilizadas por “meningites. A capital cearense concentrou 227 dos registros e nove dos óbitos. Os dados são do último boletim epidemiológico de 2019 da Secretaria Estadual da Saúde.

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