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Os deputados estaduais Heitor Férrer (PSB), Capitão Wagner (PROS) e Aderlânia Noronha (SD), que integram o grupo de oposição na Assembleia Legislativa, cobraram, por meio de mensagens e notas, providências urgentes do Governo do Estado contra a criminalidade e, principalmente, para identificação dos autores das 14 mortes (dados oficiais) registradas na madrugada deste sábado, 27, no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O assunto entrou no noticiário local, nacional e internacional e pautará a retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa.

O deputado estadual Capitão Wagner cobrou mais ação do Governo do Estado na área de combate à violência. O parlamentar disse que a administração estadual tem feito “ouvido de mercador” e, diante da maior chacina da área urbana da história, a sociedade não está mais se indignando. O Capitão afirmou que é “triste ver a sociedade se acostumar com fatos como esse”.

Líder do Solidariedade na Assembleia Legislativa, a deputada Aderlânia Noronha, por meio de nota, disse que a notícia sobre a chacina com 14 assassinatos “deixa a todos nós apavorados e com a sensação de que cada vez mais o comando do crime assume o controle de nosso Estado”. Aderlânia criticou, também, as palavras do Secretário de Segurança Pública, André Costa, de que, mesmo com a dimensão a chacina, “não há motivo para pânico”.

Em outro trecho da nota, Aderlânia Noronha afirma que “o aumento descontrolado dos grupos de facções só tem sido possível em razão da omissão das autoridades de segurança e da lacuna que o Estado tem deixado livre para que o mundo do crime possa ocupar e agir sem qualquer receio de ser combatido”. Aderlânia finaliza a nota com uma cobrança: “seguiremos cobrando das autoridades mais respeito e atitude diante de casos tão selvagens de violência contra nossa sociedade”.

Nota Aderlânia Noronha

“A notícia da barbárie ocorrida na madrugada deste sábado, 27, em um dos bairros de nossa capital, deixa a todos nós apavorados e com a sensação de que cada vez mais o comando do crime assume o controle de nosso estado. Passa da hora das autoridades responsáveis pela segurança pública olharem para as famílias que sofrem com perdas de seus entes e tomarem providências que mostrem que o estado é capaz de garantir segurança ao seu povo. “Não há motivo para pânico” – declaração do secretário de Segurança Pública, senhor André Costa.

Vir a público para fazer tal declaração, nesse momento, chega a ser desrespeitoso, secretário. Somente nessa madrugada, 14 pessoas foram executadas de forma brutal, a maioria delas, mulheres. Como não há motivo para pânico? Nos primeiros 27 dias de 2018 já foram registrados 440 casos de execução. Como não há motivo para pânico, secretário? Todas essas vítimas deixam famílias sofrendo em razão da violência que o estado tem se demonstrado incapaz de controlar. Pedem e esperam justiça para que outras não venham a sofrer a mesma dor.

O aumento descontrolado dos grupos de facções só tem sido possível em razão da omissão das autoridades de segurança e da lacuna que o estado tem deixado livre para que o mundo do crime possa ocupar e agir sem qualquer receio de ser combatido. Às famílias que sofrem pelos seus filhos brutalmente assassinados o nosso abraço de pesar e solidariedade. Seguiremos cobrando das autoridades mais respeito e atitude diante de casos tão selvagens de violência contra nossa sociedade.

Deputada estadual Aderlânia Noronha (SD)”

“Chegamos ao fundo do poço”, reagiu o deputado estadual Heitor Férrer, ao falar em 18 assassinatos na chacina – números oficiais da Secretaria de Segurança Pública apontaram, até o final da tarde, que 14 pessoas foram vítimas fatais do ataque no Bairro Cajazeiras. “O governador Camilo não pode continuar calado diante dessa barbárie. Essa chacina tem que ser coberta por toda a imprensa nacional para que o País tome conhecimento da epidêmica violência que domina nosso estado e a sua falência na proteção ao cidadão”, afirmou Férrer, ao definir como fracassada a política de segurança política do Ceará nos últimos anos.

Nota Heitor Férrer

“O estado do Ceará amanheceu, neste sábado, 27, estarrecido pela violência ocorrida durante a madrugada, no bairro das Cajazeiras. A rivalidade entre facções do crime organizado levou ao assassinato de 18 pessoas, muitas das quais não tinham qualquer envolvimento com a criminalidade. A maior chacina ocorrida na história do Ceará. Chegamos ao fundo do poço. O governador Camilo não pode continuar calado diante dessa barbárie. Essa chacina tem que ser coberta por toda a imprensa nacional para que o País tome conhecimento da epidêmica violência que domina nosso estado e a sua falência na proteção ao cidadão.

O governador mantém o mesmo projeto fracassado iniciado há 12 anos pelo governador Cid Gomes, que, basicamente, reside na compra de viaturas e concurso para polícia sem qualquer planejamento, sem investir na inteligência e sem quebrar os mecanismos geradores da violência, que estão lá atrás. O governador entra no seu último ano de governo com um certificado de total fracasso no combate à violência e se descredencia para emitir qualquer promessa aos cearenses. Nós queremos ação, atitude, solução, governador.

Deputado Heitor Férrer (PSB)”